
Policiais da Brigada Militar em operação que prendeu 10 torcedores do Internacional suspeitos de tentativa de homicídio. (Foto: Instagram)
Uma ação conjunta da Polícia Civil e da Brigada Militar em Porto Alegre resultou na prisão de 10 membros de uma torcida organizada do Internacional suspeitos de envolvimento no espancamento de um torcedor do Grêmio. O crime aconteceu em março, antes da final do Campeonato Gaúcho, e é tratado como tentativa de homicídio. As investigações apontam que a vítima foi surpreendida e agredida de forma brutal, sofrendo graves sequelas.
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Além das prisões, os policiais cumpriram diversos mandados de busca e apreensão em endereços de suspeitos. Durante as diligências, foram recolhidos uniformes, camisetas, bonés e outros objetos que podem auxiliar na identificação dos autores e na comprovação da participação de cada um no episódio violento.
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De acordo com o inquérito, o torcedor do Grêmio foi cercado antes do clássico Gre-Nal que decidiria o título gaúcho. As imagens analisadas pela polícia mostram o homem no chão recebendo chutes e golpes com pedaços de madeira por vários minutos, mesmo após perder as condições de defesa. A vítima só foi socorrida após a ação cessar.
O delegado responsável, Mário Souza, relatou que o conflito teve início quando grupos rivais chegaram ao mesmo local. “Parte dos gremistas conseguiu se dispersar, mas um deles ficou para trás e foi atacado de forma violenta pelos torcedores do Inter”, afirmou. As autoridades trabalham para individualizar a conduta de cada investigado.
O torcedor agredido permaneceu em coma por 21 dias. Ele sofreu fratura exposta na perna esquerda e um ferimento grave na cabeça, com perda de massa óssea. Atualmente, ainda faz tratamento médico e enfrenta dificuldades para andar e falar em função das lesões.
O crime está sendo apurado como tentativa de homicídio triplamente qualificada, além de outras infrações. Paralelamente, um segundo inquérito investiga a atuação de torcedores do Grêmio, suspeitos de terem buscado confronto com o grupo adversário. Ambos os rumos da apuração devem resultar em responsabilização criminal de acordo com a conduta de cada envolvido.






