
Padre Rodrigo de Oliveira Silva, excomungado pela Diocese de Jundiaí (Foto: Instagram)
A Diocese de Jundiaí (SP) anunciou, em 11 de agosto de 2026, a excomunhão do padre Rodrigo de Oliveira Silva, natural de São Paulo, após o sacerdote formalizar sua adesão à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX). A confirmação da punição foi feita pela cúria local logo depois que ele comunicou publicamente sua decisão de se filiar ao grupo ultraconservador, considerado em cisma pelo Vaticano.
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A FSSPX, ou Fraternidade São Pio X, foi fundada pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre e mantém forte rejeição às reformas do Concílio Vaticano II (1962-1965). O movimento defende a celebração da missa tradicional em latim e critica as mudanças litúrgicas e doutrinárias implementadas pela Igreja Católica nas últimas décadas, alegando necessidade de preservar práticas anteriores àquele concílio.
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Antes da filiação, o padre Rodrigo exercia atividades pastorais em diversas paróquias da Diocese de Jundiaí, no interior paulista. De acordo com nota oficial da diocese, a sanção ocorreu logo após ele tornar pública sua adesão à FSSPX — um ato que, segundo o Vaticano, configura desobediência à autoridade papal e coloca o sacerdote em situação de ruptura com a hierarquia eclesiástica.
Em julho de 2026, a Santa Sé declarou a Fraternidade São Pio X em estado de cisma, excomungou seis bispos ligados ao movimento e advertiu que padres ou fiéis que aderirem formalmente à fraternidade poderão sofrer a mesma penalidade. A medida intensificou o conflito histórico entre o Vaticano e o grupo tradicionalista, que manteve cultos e cerimônias de rito antigo mesmo após as sanções.
A excomunhão representa uma das punições mais severas previstas pelo direito canônico, impedindo o condenado de administrar sacramentos, exercer ministérios e participar de atos oficiais da Igreja. Durante a penalidade, o padre Rodrigo fica impedido de celebrar missas, ouvir confissões e desempenhar outras funções clericais até que ocorra eventual reconciliação.
O episódio do padre paulista integra uma nova fase de tensão entre a Santa Sé e movimentos tradicionalistas no Brasil, somando-se a casos recentes de religiosos que passaram a desafiar publicamente a autoridade do Papa. Especialistas em direito canônico afirmam que o impasse tende a se estender, pois reflete um debate mais amplo sobre identidade litúrgica e limites da autonomia clerical.






