Monge é detido após esfaquear dois homens em mosteiro de Chipre

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Mulher faz oferenda de arroz a um monge budista em cenário tradicional (Foto: Instagram)

Na última sexta-feira (07), um monge de 51 anos foi preso no Chipre após ser acusado de esfaquear dois homens dentro do Mosteiro de Agios Neophytos, localizado na região de Pafos, famosa por atrações religiosas e paisagens históricas. Segundo a polícia local, o religioso reagiu com violência depois de ser desligado de suas funções pela administração do local e orientado a desocupar suas celas. A ação resultou em intervenção policial, que deteve o suspeito em flagrante ainda dentro do complexo monástico.

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Conforme relatos oficiais, o conflito teve início quando uma delegação de líderes religiosos compareceu ao mosteiro para solicitar formalmente as chaves das duas celas ocupadas pelo monge e garantir sua saída imediata. Ele teria se negado a cumprir a ordem, gerando uma acalorada discussão com o abade e com demais membros da autoridade eclesiástica. Durante o embate, o monge sacou um objeto cortante e mirou primeiramente o abade, mas outros presentes acabaram sendo atingidos ao tentar defendê-lo.

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O primeiro ferido foi um funcionário administrativo do mosteiro, de 53 anos, que se colocou entre o monge e o abade para conter a investida. Ele foi atingido no pescoço e na mão, com o corte cervical chegando a poucos milímetros da artéria carótida, segundo relatório médico citado pela imprensa local. A vítima recebeu atendimento emergencial no local e foi em seguida transferida para um hospital de Pafos, onde permanece em observação.

Um segundo envolvido, um monge de 27 anos, também tentou apartar a briga e sofreu cortes superficiais. O jovem religioso recebeu sutura para estancar os ferimentos e teve alta médica logo após o atendimento, de acordo com boletim divulgado pela polícia. Apesar do susto, seu estado de saúde é estável e ele aguarda novos exames de rotina.

Investigadores acreditam que o alvo principal do ataque seria o abade Leontios, responsável pela suspensão do monge de suas funções após diversos conflitos relacionados à disciplina, ao cumprimento de horários de oração e ao uso das dependências do mosteiro. Fontes internas relatam que o religioso vinha descumprindo regras monásticas há meses, gerando atritos que culminaram na decisão de retirá-lo das celas e exigir a devolução das chaves.

Após o incidente, o monge foi detido em flagrante e segue em custódia preventiva, respondendo por tentativa de homicídio e porte de arma branca. Ele também pode ser acusado de uso de objeto cortante como arma ofensiva. A investigação continua para apurar todas as circunstâncias do crime, incluindo o histórico de convivência no mosteiro: o suspeito vivia há anos no local e ocupava duas celas, sendo uma delas anteriormente usada por seu pai, já falecido, o que teria sido motivo de discórdia.