Bolsas de Nova York recuam com impasse no Oriente Médio e cautela pré-CPI

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Placa de Wall Street em frente à Bolsa de Nova York (Foto: Instagram)

Nesta terça-feira (11), as bolsas de Nova York encerraram o pregão em queda diante do impasse no Oriente Médio e da cautela que antecede a divulgação dos dados de inflação nos EUA, capazes de influenciar a avaliação dos diretores do Federal Reserve sobre o nível das taxas de juros americanas.

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O Dow Jones recuou 0,34%, para 53.791,97 pontos, o S&P 500 caiu 0,32%, a 7.728,11 pontos, e o Nasdaq registrou baixa de 0,60%, fechando em 26.445,45 pontos.

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No que diz respeito ao próximo relatório do índice de preços ao consumidor (CPI) de julho, o Bank of America Securities sintetizou as possíveis reações do Fed: um resultado forte poderia sinalizar alta dos juros em setembro, embora os dados de agosto ainda sejam decisivos; um resultado fraco descartaria esse aumento imediato e levaria a exigência de nova elevação até o fim do ano.

Entre ações específicas, a Intel terminou o pregão em alta de 0,19%, revertendo perdas iniciais após ampliar sua oferta de ações de US$ 15 bilhões para US$ 20 bilhões. Por outro lado, a Trump Media & Technology, que reportou prejuízo dez vezes maior no segundo trimestre, fechou o dia com baixa de 5,11%.

No Nasdaq, as maiores retrações percentuais ficaram com Applovin, Datadog e Honeywell, todas com perdas superiores a 5%. A Honeywell (-5,4%) foi o papel com maior queda no Dow Jones, seguida pela Alphabet (-3,8%). Já a Super Micro Computer avançou 0,45%, estendendo os ganhos do dia anterior, enquanto as ações da Riot Platforms dispararam 4,3% após assinarem um contrato de US$ 9,1 bilhões com a Anthropic, empresa de IA. A Rapid7, especializada em cibersegurança com tecnologia de IA, saltou 15,3% após divulgar resultados do segundo trimestre.

Dados domésticos também influenciaram o humor do mercado, mas tiveram impacto neutro: as vendas de imóveis usados em julho registraram queda próxima às projeções, mantendo a cautela dos investidores à espera de sinais mais claros sobre a trajetória da inflação nos Estados Unidos.