Fifa responde às pressões contra Gianni Infantino e reafirma apoio ao seu mandato

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Gianni Infantino recebe respaldo público da FIFA (Foto: Instagram)

A Fifa saiu em defesa de Gianni Infantino diante dos ataques da Confederação Africana de Futebol (CAF) e da Conmebol, ressaltando que qualquer tentativa de mudança na presidência só pode ocorrer pelo processo eleitoral previsto nos estatutos da entidade. Em publicação em sua conta no X, a organização afirmou que não apoiará, facilitará ou tolerará ações que fujam aos procedimentos democráticos estabelecidos.

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Na quinta-feira (06), a Conmebol fez um posicionamento oficial sobre o projeto FFE, a iniciativa comercial idealizada por Infantino com investidores privados. Embora tenha reconhecido o recuo do presidente da Fifa como um gesto de respeito ao futebol sul-americano, o órgão enfatizou que, se a intenção é destituir Infantino, isso deve ocorrer de forma democrática e em conformidade com as normas. Essa postura se mostrou mais moderada em comparação à da Uefa, que vinha adotando tom bem mais combativo.

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Na manhã de sábado (08), o comunicado oficial da Fifa reforçou que o suíço-italiano foi eleito democraticamente pelas 211 federações membros e que seu mandato deve ser respeitado até o final. O texto destacou que “não será tolerado qualquer processo relacionado à eleição do presidente que seja inconsistente com os estatutos da Fifa, procedimentos democráticos e o quadro de governança estabelecido”.

O documento ainda criticou uma suposta campanha coordenada para “minar a Fifa e o seu presidente” por meio de insinuações, desinformação e matérias jornalísticas sem fundamento. A entidade alerta que aqueles que não contam com apoio no colegiado não devem recorrer a denúncias ou rumores para atingir objetivos que não conseguem via eleições.

Além de relembrar as mais de três décadas de contribuição de Infantino ao futebol europeu e mundial, a Fifa estabeleceu o seguinte elenco de legitimidade: o presidente foi eleito; as federações nacionais são as eleitoras; ele mantém mandato; e quem quiser retirá-lo deve persuadir a maioria dessas associações, não recorrer a manobras institucionais ou pressão externa.

Por fim, a Fifa manifestou que acolhe o escrutínio legítimo, mas não admite distorções de fatos ou amplificação de alegações não comprovadas. Sempre que identificar reportagens imprecisas ou enganosas, compromete-se a contestá-las de forma direta e enérgica, mantendo o foco no fortalecimento da organização e na missão de tornar o futebol cada vez mais global.