Caso Gustavo: linha do tempo dos acontecimentos que resultaram na morte do menino de 3 anos

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Gustavo, de 3 anos, em momento de alegria antes da tragédia (Foto: Instagram)

A morte de Gustavo Veloso Feitosa, de apenas 3 anos, em Palmas (TO), segue cercada de mistérios e motivou uma ampla investigação da Polícia Civil do Tocantins. Desde os primeiros sinais de violência contra a criança até a prisão do pai e da madrasta, o inquérito reúne denúncias, depoimentos de familiares, laudos periciais e divergências entre a versão oficial e as evidências obtidas. A corporação aguarda exames complementares para elucidar completamente o caso.

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O pai de Gustavo, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, procurou a delegacia relatando que o filho teria se afogado numa piscina da residência. Durante as apurações, agentes encontraram no corpo sinais de traumatismo craniano, lesões internas e hematomas compatíveis com agressões. Igor e a madrasta, Kathellen Moreira da Silva, foram presos preventivamente suspeitos de homicídio duplamente qualificado e tortura.

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Segundo o delegado responsável, registros desde 2024 apontam que Gustavo voltava de visitas ao pai com marcas de violência. Fotografias e vídeos coletados revelam hematomas e comportamentos alterados, levantando a hipótese de uso de substâncias. Esses materiais reforçam a suspeita de que os maus-tratos ocorriam de forma recorrente, muito antes do episódio que levou à morte da criança.

Os pais de Gustavo estavam separados e travavam disputa judicial pela guarda da criança. A mãe, Sabrina da Silva Feitosa, afirmou que o filho retornava das visitas com ferimentos e compartilhou gravações em que o menino chorava e dizia não querer ir à casa do pai por sentir-se agredido. Ela nunca impediu o convívio, temendo ser acusada de alienação parental, e também movia ação para cobrar pensão alimentícia.

Conforme o relato de Igor, o menino caiu na piscina por volta das 17h30 de domingo (02) e não apresentou sinais de complicação após ser retirado da água e colocado para dormir às 20h. Na manhã seguinte (03), por volta das 6h, ainda estaria respirando, mas foi encontrado sem vida cerca de três horas depois. No entanto, a perícia preliminar indica que a morte teria ocorrido ainda no domingo.

A Polícia Civil só foi acionada por volta das 16h30 de segunda-feira (03), sem registro prévio da ocorrência. O laudo de necropsia, elaborado na noite daquele dia, apontou múltiplas lesões, hemorragia interna, laceração intestinal e ferimentos no rosto, sinais de extremo vigor nos maus-tratos. Foram solicitadas perícias adicionais para detectar possíveis vestígios de sêmen, álcool ou outras substâncias no organismo da criança.

O corpo de Gustavo foi velado na terça-feira (04) em uma igreja no centro de Palmas, em cerimônia marcada pela comoção de familiares e amigos. A tia do menino, Cirlene Feitosa, compartilhou homenagens nas redes sociais, incluindo o lançamento de um balão do Homem-Aranha, personagem predileto da criança, e publicou mensagens de despedida emocionadas.

Na madrugada de quinta-feira (06), a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão preventiva contra Igor e Kathellen em Palmas, ação registrada em vídeo pelas autoridades. No momento da abordagem, estava presente também a filha bebê do casal, que foi entregue a familiares maternos. Após depoimentos e exames no Instituto Médico Legal, Igor foi levado à Casa de Prisão Provisória de Palmas e Kathellen à unidade feminina da capital.