Um salão de beleza de São Paulo foi condenado pela Justiça a indenizar uma cliente negra em R$ 15 mil após um caso de discriminação racial. A mulher recebeu uma cobrança adicional pelo atendimento, sob a justificativa de que seu cabelo crespo exigiria mais tempo e cuidados durante o procedimento. Mas o episódio ganhou contornos ainda mais graves quando ela descobriu o que funcionárias do estabelecimento diziam a seu respeito em conversas por aplicativo.
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De acordo com o processo, iniciado em maio de 2025, as profissionais utilizaram expressões depreciativas para se referir à cliente. Na tentativa de se defender, o salão alegou que os termos tinham sentido figurado ou esportivo, sem intenção discriminatória. A explicação, porém, não convenceu a juíza Simone Nojiecoski dos Santos, da 2ª Vara do Juizado Especial Cível de São Paulo.
Na decisão, a magistrada destacou que associar pejorativamente uma mulher negra a um animal representa uma forma de desumanização histórica e degradação étnico-racial. Para ela, as mensagens demonstraram uma conduta ofensiva à identidade e à dignidade da consumidora, mesmo tendo sido compartilhadas em um grupo interno de funcionárias.
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Com base no Código de Defesa do Consumidor e na responsabilidade do estabelecimento pelos atos de seus funcionários, a Justiça determinou o pagamento de R$ 15 mil por danos morais. A magistrada também considerou o Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que orienta o Judiciário a combater estereótipos e práticas discriminatórias.












