A norte-americana Mary Virginia Jones foi libertada aos 74 anos, em 24 de março de 2014, após passar 32 anos na prisão por um crime do qual foi considerada cúmplice. Condenada por assassinato, sequestro e roubo em 1981, ela conseguiu deixar o presídio de Lynwood, nos Estados Unidos, depois que uma revisão judicial reconheceu que sua participação no caso ocorreu sob ameaças de seu então namorado, Mose Willis.
A decisão foi resultado do trabalho de estudantes de Direito da Universidade da Califórnia do Sul, que assumiram a defesa de Mary e apresentaram novos elementos para contestar sua condenação. A equipe demonstrou que ela havia sido coagida pelo companheiro, responsável pelos disparos que provocaram a morte de um homem.
Segundo o jornal Los Angeles Times, a Justiça reconheceu as circunstâncias de coação apresentadas pela defesa, permitindo que Mary recuperasse a liberdade após mais de três décadas.
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O caso teve início quando a norte-americana tinha 41 anos. Na época, ela mantinha um relacionamento abusivo com Mose Willis, acusado de matar um homem durante um crime que envolveu dois traficantes. A acusação sustentou que Mary havia atraído as vítimas para uma emboscada, motivo pelo qual foi considerada cúmplice.
Apesar das alegações de abuso, ela recebeu uma sentença de prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional. Willis, por sua vez, foi condenado à morte, mas morreu enquanto aguardava a execução da pena.
Anos depois, a atuação dos estudantes de Direito possibilitou uma nova análise das circunstâncias do crime. Os elementos apresentados pela defesa demonstraram que Mary havia sido obrigada a participar da situação devido às ameaças feitas pelo namorado.
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Com o reconhecimento judicial da coação, a condenação foi revista e sua libertação, autorizada. Em 24 de março de 2014, Mary deixou o presídio de Lynwood e reencontrou seus familiares.
Após 32 anos de prisão, a norte-americana afirmou que havia esperado pela liberdade durante toda a vida. O reencontro com a família ocorreu depois de a Justiça reconhecer as falhas que levaram à sua condenação.














