Homem com 12 esposas, 102 filhos e 578 netos decide não aumentar mais a família: “Agora é um problema”

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Musa Hasahya Kesera, morador de Bugisa, no leste de Uganda, decidiu não ter mais filhos após formar uma família com 12 mulheres, 102 filhos e 578 netos. Diante das dificuldades financeiras para sustentar os familiares, ele reconheceu que não consegue atender às necessidades de todos. A situação levou suas esposas a adotar métodos contraceptivos para evitar novas gestações.

A família vive em uma propriedade com uma residência principal e aproximadamente vinte cabanas. Com menos de um hectare de terra disponível, Kesera afirma que os recursos são insuficientes para garantir alimentação, educação e roupas para todos os filhos. “Com a minha saúde debilitada e menos de um hectare de terra para uma família tão grande, duas das minhas esposas partiram porque não pude dar a elas as coisas mais essenciais, como alimentação, educação ou roupas”, contou.

O homem reconheceu que a quantidade de filhos se tornou uma preocupação diante das condições financeiras da família. “No começo era uma piada, mas agora é um problema”, afirmou.

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A dificuldade para sustentar tantas pessoas também afetou a rotina das mulheres e crianças. Os familiares trabalham com agricultura e pequenas atividades informais, mas nem sempre conseguem obter alimentos suficientes para todos. “Mas quase não temos comida suficiente. Somos obrigados a alimentar os filhos uma vez, ou duas nos dias bons”, relatou Zabina, uma das esposas.

A história familiar começou em 1972, quando Kesera se casou pela primeira vez, aos 17 anos, em uma cerimônia tradicional. Segundo ele, a decisão de se relacionar com várias mulheres foi influenciada por familiares e amigos, que o incentivaram a ter muitos descendentes. “Como éramos apenas dois filhos [na família dele], meu irmão, meus pais e meus amigos me aconselharam a casar com várias mulheres para ter muitos filhos e aumentar a riqueza da família”, explicou.

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Com o passar dos anos, o número de filhos cresceu a ponto de Kesera enfrentar dificuldades para identificá-los. Ele admitiu que depende das esposas para reconhecer parte dos próprios descendentes. “Só me lembro dos nomes do primeiro que nasceu e do último, não me lembro da maioria dos outros. São as mães que me ajudam a identificá-los”, revelou.

Atualmente, nem todas as mulheres permanecem na residência principal. Algumas deixaram a propriedade ou passaram a morar nas proximidades em razão das dificuldades enfrentadas pela família.

Ao avaliar as consequências de suas decisões, Kesera reconheceu que não possui condições financeiras para continuar aumentando o número de filhos. “Já aprendi [a lição] com a minha atitude irresponsável, de ter tido tantos filhos que não consigo cuidar”, declarou.