
PT associa Flávio Bolsonaro a milícias e alerta para risco nacional (Foto: Instagram)
O Partido dos Trabalhadores (PT) intensificou, no guia eleitoral da noite desta sexta-feira (02/10/2026), o ritmo das críticas ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A propaganda recém-divulgada alerta que, se Flávio vencer a votação, milícias e traficantes assumirão o controle do País. Ao mesmo tempo, o vídeo afirma que a eventual gestão provocaria corte de salários, congelamento das aposentadorias e alta generalizada nos preços de alimentos e serviços essenciais.
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O filme de 30 segundos, veiculado nas redes sociais, recorre a uma narrativa dramática: “a história de um homem que já nasceu com o destino traçado, herdar o esquema do pai e enriquecer às custas do povo”. Em seguida, acrescenta: “Mas também é a história sobre perigo, o perigo de o salário e a aposentadoria diminuírem, dos preços voltarem a disparar, de as milícias e o tráfico de drogas tomarem conta do País”. A peça conclui com a advertência de que, sem Lula no Planalto, o Brasil retrocederia em saúde, educação e emprego.
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A propaganda do PT destaca ainda outras acusações antigas contra Flávio Bolsonaro, como o suposto emprego de “funcionário fantasma” em Brasília antes de ser eleito deputado estadual pelo Rio de Janeiro em 2003. Segundo o partido, Flávio tinha um cargo com jornada de 40 horas semanais, mas não exercia as funções por cursar graduação e realizar estágios no Rio de Janeiro. A acusação reforça investigações do chamado caso “rachadinha”, esquema de divisão de salários de assessores, que já resultaram em inquéritos e repercussão negativa para o senador.
Em relação às alegações de envolvimento com milícias, o PT cita uma homenagem votada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em 2005, proposta por Flávio Bolsonaro. Ainda de acordo com a propaganda, o senador teria contratado a mãe e a esposa de Adriano da Nóbrega, líder do chamado “Escritório do Crime”, apontado como um dos maiores grupos de matadores de aluguel do Brasil.
Outro ponto polêmico abordado pelo PT é o suposto episódio de financiamento ilegal, em que Flávio teria recebido milhões de reais do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A peça sugere que os recursos teriam sido usados para bancar uma conspiração contra o País, financiando ações nos Estados Unidos com o objetivo de fragilizar o governo brasileiro. O PT diz que, ao agir como “operador da milícia”, Flávio teria utilizado as verbas para articular a “corrupção institucional” e canalizar recursos a aliados políticos no exterior.
Intitulada “Perigo: assista antes de votar”, a inserção encerra com o alerta de que, com Flávio eleito, o Brasil entregaria setores estratégicos às mãos de interesses estrangeiros, principalmente dos Estados Unidos. O clima de tensão entre as campanhas tem crescido, com debates acalorados e constantes trocas de acusações nas redes sociais, aproximando o eleitorado de uma polarização acirrada. A campanha conclui reforçando o slogan de “Bolsonaros nunca mais” e convocando o eleitorado a garantir a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva como forma de impedir o avanço do que classifica de “maior escândalo de corrupção do Brasil”.






