Flávio Bolsonaro compara canetas emagrecedoras no SUS à promessa de picanha de Lula

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha acompanha estudo de medicamentos para obesidade no SUS. (Foto: Instagram)

O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, usou nesta segunda-feira (28) uma comparação provocativa ao relacionar a proposta do governo Lula de distribuir canetas emagrecedoras pelo SUS à promessa de picanha feita pelo petista em pleitos passados. Em entrevista gravada para o SantoFlow Podcast, ele manifestou dúvidas sobre a execução do programa de medicamentos para obesidade e afirmou que o presidente não cumpriria o compromisso, tratando a promessa como um artifício populista.

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Na declaração, Flávio apontou falta de planejamento e criticou a gestão de recursos no SUS, questionando a prioridade do governo: “Está faltando remédio para dor de cabeça na UBS e o cara está prometendo canetinha de R$ 3 mil por mês para emagrecimento”, alfinetou. “É a nova picanha dele. Ele vai prometer e não vai entregar”, avaliou, reforçando seu ceticismo quanto à viabilidade prática da iniciativa.

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Além de criticar a proposta, o senador contrapôs seu plano econômico ao do atual governo, afirmando que deseja promover a ascensão social com base em prosperidade genuína. “Eu quero que o pobre seja rico e o Lula quer que o pobre se mantenha na pobreza. Comigo aqui é prosperidade”, declarou. Flávio defende medidas de mercado que estimulem a iniciativa privada e gerem oportunidades de renda, segundo ele, mais efetivas do que benefícios pontuais.

O candidato do PL ainda resgatou críticas antigas ao PT, ao dizer que Lula “não é pai dos pobres há muito tempo” e lembrar que o presidente teve um filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que alcançou grande riqueza. O senador ressaltou que muitos brasileiros de menor renda continuam “na fila do osso” sob a gestão petista e afirmou que não fará “promessas mirabolantes” apenas para angariar votos.

A proposta de oferecer canetas emagrecedoras foi anunciada por Lula em 17 de setembro, durante visita à fábrica da Eurofarma em Montes Claros (MG). Na ocasião, o presidente explicou que os medicamentos da classe GLP-1 seriam gratuitos a pessoas com obesidade, desde que haja indicação médica e acompanhamento adequado. Em 24 de setembro, o Ministério da Saúde protocolou na Conitec pedido de avaliação de remédios à base de semaglutida e liraglutida, com critérios clínicos a serem definidos pela comissão.

Paralelamente, o Ministério da Saúde iniciou estudo com 250 pacientes do SUS que apresentam obesidade grave ou associada a outras doenças, no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre. A pesquisa busca avaliar se o uso dos fármacos pode beneficiar quem aguarda cirurgia bariátrica, reduzir complicações, tempo de internação e custos hospitalares, servindo de base para eventual incorporação dos tratamentos em larga escala.