
Painel da B3 registra queda do Ibovespa de 0,99% (Foto: Instagram)
No fim da sessão de quinta-feira (24/09/2026 às 19h53), o Ibovespa registrou queda de 0,99%, fechando aos 183.965,91 pontos, após atingir mínima em 183.834,97 pontos. O volume de negócios somou R$ 19 bilhões. O recuo acompanhou a elevação do preço do petróleo, que reacendeu temores inflacionários e reforçou apostas em juros mais altos. Além disso, os investidores mantiveram postura cautelosa enquanto aguardam novas pesquisas eleitorais no Brasil para definir suas estratégias de alocação.
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Durante a tarde, o índice intensificou as perdas e renovou o patamar mais baixo, impulsionado pela piora do ambiente externo para ativos considerados mais arriscados, em especial nos mercados emergentes. A escalada do petróleo também reacendeu o debate sobre ajustes na política monetária global, fazendo com que agentes reduzissem exposição a papéis de risco e optassem por posições mais defensivas até que os desdobramentos eleitorais no Brasil se tornem mais claros.
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Apesar de índices como Dow Jones e S&P 500 terem registrado ganhos modestos na bolsa norte-americana, as bolsas emergentes seguiram em direção contrária. O ETF EEM, principal fundo que espelha esses mercados, caiu 0,70% em Nova York. No mercado de títulos, as Treasuries de 10 anos chegaram a 5,20%, reforçando o movimento de aversão ao risco global.
Segundo Gabriel Gonçalves, analista de alocação da Ghia Multi Family Office, o desempenho local reflete tanto o movimento global de “risk-off” quanto as incertezas políticas internas. Ele destaca que o barril de petróleo Brent subiu 3,41% na quinta-feira, chegando a US$ 106,60, o que normalmente sustenta as ações da Petrobras. Ainda assim, a retração das papéis da estatal indica receio de que o Banco Central brasileiro precise endurecer o ciclo de alta de juros.
Gonçalves acrescenta que o mercado também reagiu às informações sobre o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Apurou-se que Flávio viajou em 2025 da Flórida a Brasília em um avião cujo grupo de cotistas incluía Vorcaro, episódio avaliado como negativo para a imagem do político e com possíveis reflexos na percepção de eleitores.
Nas pesquisas mais recentes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados. Investidores acompanham a evolução da corrida eleitoral, sobretudo a força de uma chapa de direita, que pode sinalizar compromisso com uma agenda fiscal mais austera. “É uma combinação de fatores externos, com o impasse entre EUA e Irã, e internos, com o noticiário político, que eleva a incerteza. O Fed pode adotar linha contracionista, elevando juros e afastando capital estrangeiro, e o mercado corrige o movimento”, analisa Gustavo Bertotti, head de Renda Variável da Fami Capital.






