
Tay Tralha denuncia agressão do ex-companheiro em Recife (Foto: Instagram)
A dançarina e influenciadora Tay Tralha registrou boletim de ocorrência contra o ex-companheiro por agressão em Recife. Segundo seu relato, ela já havia decidido deixar a casa, contratado uma pessoa para recolher seus pertences e marcado a mudança, mas uma discussão mudou completamente seus planos. Tay afirma que o homem, que no início garantiu que não faria nada contra ela, em seguida passou a impedir sua saída do imóvel.
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Em entrevista ao SBT, a influenciadora contou que tentou se aproximar do ex-companheiro para acalmá-lo antes de iniciar a mudança. Ela diz que havia agendado a retirada dos objetos para as 19h e estava com tudo organizado para sair sem conflitos. No entanto, durante o desentendimento, o ex-parceiro ordenou que ela deixasse o ambiente, mas logo voltou atrás e bloqueou a porta do quarto, mantendo-se firme diante da saída.
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De acordo com o depoimento de Tay, o ex-companheiro posicionou-se na passagem do quarto e impedia fisicamente sua passagem sempre que ela tentava atravessar o corredor. A influenciadora conta que, em certo momento, conseguiu alcançar a maçaneta da porta, mas foi puxada com força pelo braço, sentindo o impacto do ato. Ela relata que o episódio de agressões se repetiu algumas vezes até que conseguisse se afastar do agressor.
A partir do último episódio, a dançarina diz ter se machucado e ter gritado por socorro. “Eu tentei sair, tentei sair, ele não deixou. E aí, quando eu consegui pegar na porta para tentar sair, ele me puxou, ele me apertou”, declarou. Tay também revelou que já vivenciava medo dentro do imóvel, especialmente ao perceber a presença de punhais guardados em diferentes cômodos, o que aumentava ainda mais sua insegurança.
Após a denúncia, o ex-companheiro foi preso em flagrante pela Polícia Civil e conduzido a uma delegacia do Recife, onde o caso segue em investigação. Tay prestou depoimento detalhando as agressões, o impedimento de saída e as lesões sofridas. A prisão em flagrante demonstra a gravidade do crime, classificado como violência doméstica, e reforça a importância do registro imediato de ocorrências nesse tipo de situação.
Ao comentar o desfecho, Tay Tralha questionou a necessidade de agravamento extremo para que uma mulher seja ouvida pelas autoridades. “Não é só sobre um corte. Uma mulher tem que morrer, a pessoa tem que passar pelo pior para poder ser ouvida. Não deixe isso acontecer com ninguém”, afirmou, fazendo um apelo para que outras vítimas procurem suporte e denunciantes seus agressores antes que situações tornem-se ainda mais graves.






