Flávio Bolsonaro acusa Lula de aumentar Bolsa Família por desespero e tentar comprar votos

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Flávio Bolsonaro em comício em Joinville (19) (Foto: Instagram)

No sábado (19), durante comício em Joinville, Santa Catarina, o candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro, acusou o adversário petista, Luiz Inácio Lula da Silva, de agir em "ato de desespero" para tentar comprar votos com o Bolsa Família. Ao discursar diante de apoiadores, afirmou que "o desespero do sistema bateu de vez".

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Ele criticou a recente decisão do governo Lula de elevar o valor mínimo do benefício de R$ 600 para R$ 691, afirmando que, ao adotar o reajuste de R$ 91, o ex-presidente deixou clara sua preocupação exclusiva com interesses políticos. "Num ato de desespero, ele aumentou o Bolsa Família. Ele deu a prova de que não pensa no povo brasileiro, de que pensa só nele", declarou o senador.

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Em seu discurso, Flávio questionou por que o aumento não foi feito no início da gestão Lula, em 2023, nem em 2024, 2025 ou mesmo no envio do Orçamento para o ano seguinte, quando a oportunidade surgiu. Segundo ele, essa omissão demonstra que o reajuste só foi aprovado às vésperas da eleição.

Para reforçar sua tese, o candidato do PL lembrou que as últimas pesquisas de intenção de voto registram um empate técnico entre os dois concorrentes, e que algumas sondagens chegam a apontar vantagem para seu nome. "Sabe o quê que ele fez, gente? Ele viu as pesquisas, aí tentou comprar o voto dos mais pobres, dando R$ 90 de reajuste para o Bolsa Família. Que vergonha, Lula", ironizou.

Lula anunciou o reajuste de 15% no Bolsa Família na quinta-feira (17), a pouco mais de duas semanas do primeiro turno marcado para 4 de outubro deste ano. Apesar da reação de Flávio Bolsonaro, a medida segue o precedente do ex-presidente Jair Bolsonaro, que em julho de 2022 concedeu um aumento de 50% no Auxílio Brasil, elevando o benefício de R$ 400 para R$ 600, com maior antecedência em relação à disputa eleitoral.

O embate entre os candidatos reacende o debate sobre o uso de programas sociais no período pré-eleitoral, enquanto eleitores e analistas políticos observam se tais ajustes representam um verdadeiro compromisso com as famílias em situação de vulnerabilidade ou manobra estratégica para angariar votos.