
Aluno de medicina indiciado por estupro e vazamento de imagens tem acesso à faculdade bloqueado (Foto: Instagram)
Um estudante de medicina de 23 anos foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais pelos crimes de estupro e registro não autorizado da intimidade sexual. Em razão disso, a Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais teve seu acesso bloqueado e o vínculo acadêmico trancado por determinação judicial. O Ministério Público de Minas Gerais recebeu o inquérito e avalia as provas antes de decidir sobre eventual denúncia contra o aluno.
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O caso ganhou repercussão em Belo Horizonte após duas mulheres denunciarem abusos e relatar o vazamento de imagens íntimas. A investigação apontou que, além das acusações iniciais, fotos e vídeos foram compartilhados sem consentimento em grupos de mensagens de estudantes. Com isso, o jovem está proibido de frequentar aulas, estágios e qualquer atividade na instituição até que o processo seja concluído.
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Uma das vítimas contou que foi convidada para o apartamento do estudante e, ao sentir-se desconfortável, pediu para ir embora. Segundo seu depoimento, o rapaz teria impedido sua saída, situação que a deixou em choque. Ela relatou que, após o episódio, passou a sofrer transtornos psicológicos, dificuldade de convivência e crises de ansiedade, chegando a cogitar tirar a própria vida para escapar do local.
Outra mulher prestou depoimento afirmando ter sido alvo de violência sexual pelo mesmo estudante. Durante o inquérito, a polícia encontrou registros de imagens íntimas de outras estudantes que teriam sido distribuídas sem autorização em um grupo de WhatsApp ligado à faculdade. Ainda há um segundo inquérito em andamento, que investiga uma tentativa de estupro envolvendo uma terceira vítima.
Em nota, a Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais confirmou que, assim que tomou conhecimento das denúncias, suspendeu o aluno. Posteriormente, uma decisão judicial determinou seu afastamento de qualquer contato com a suposta vítima e o bloqueio de acessos aos sistemas e dependências da instituição. O trancamento do curso permanece vigente até que haja desfecho judicial.
A defesa do estudante não se manifestou publicamente sobre as acusações. As autoridades reforçam que o indiciamento pela Polícia Civil constitui apenas etapa inicial da investigação e não representa condenação. Agora, o Ministério Público de Minas Gerais analisará o inquérito para definir se oferece denúncia ou se solicita novas diligências ao judiciário.






