Policiais atiram contra adolescentes que gravavam ‘novelinha’ com arma de brinquedo

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Adolescentes são baleados pela PM durante gravação amadora em Fortaleza (Foto: Instagram)

Dois adolescentes de 14 e 16 anos foram baleados pela Polícia Militar em Fortaleza enquanto faziam a gravação de uma “novelinha” para as redes sociais. Segundo testemunhas, a ação começou quando moradores acionaram os agentes, que interpretaram o simulacro de pistola como uma arma real. A corporação instaurou um inquérito para apurar a conduta dos militares envolvidos na ocorrência.
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O episódio ocorreu na tarde de quarta-feira (16), no bairro Parangaba, e teve início com a encenação de um assalto. O termo “novelinha” é usado por criadores de conteúdo para descrever pequenas produções amadoras que simulam cenas de crime. A movimentação inusitada no local levou quem passava pela rua a crer que se tratava de um delito real, motivando as ligações ao Centro Integrado de Operações de Segurança.

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De acordo com a Polícia Militar do Ceará, os agentes chegaram ao endereço e encontraram os dois rapazes em cima de uma motocicleta. O adolescente que estava na garupa apontava o objeto, idêntico a uma pistola, para pessoas na calçada, exigindo celulares. Diante da possibilidade de um roubo em andamento, os policiais reagiram com disparos e atingiram ambos os jovens.

Os dois baleados foram imediatamente socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e levados a um hospital da rede pública. Até a última atualização oficial, a PM não havia divulgado detalhes sobre o quadro clínico ou a gravidade dos ferimentos de cada um dos adolescentes internados.

Só após o socorro as autoridades confirmaram que se tratava de uma gravação amadora para vídeo, utilizando um simulacro de arma. Além dos dois garotos que interpretavam os assaltantes, duas adolescentes faziam o papel das vítimas nessa cena fictícia. A descoberta do equívoco evidenciou o risco de confundir brinquedos com armamento de verdade em situações de alto estresse.

As duas jovens envolvidas e seus responsáveis foram encaminhados à Delegacia da Criança e do Adolescente para prestar depoimentos. No local, policiais apreenderam a réplica da pistola, o celular usado para filmar e a motocicleta que servia de cenário. Paralelamente, a Polícia Militar instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar se a ação dos agentes seguiu os protocolos de uso da força.