Alexandre de Moraes, do STF, reafirma inexistência de mensagens sobre Paulo Gonet e Andrei Rodrigues

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Fachada do Supremo Tribunal Federal em Brasília (Foto: Instagram)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a afirmar que não existem mensagens envolvendo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Segundo o magistrado, o material apreendido se resume a anotações em um bloco de notas digital, e não a trocas de mensagens via aplicativo. A declaração foi feita durante sessão realizada na última terça-feira (05), que discute a possibilidade de abertura de investigação contra ele.

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A sessão desta terça (05) no STF concentrou-se na análise de petição que pleiteia a instauração de inquérito contra Alexandre de Moraes. O pedido envolve supostas conversas entre o ministro e Daniel Vorcaro, ex-dono do extinto Banco Master, que teriam sido registradas em mensagens privadas. Moraes, porém, contesta veementemente a existência desses diálogos e questiona a forma de apresentação das informações.

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Antes de entrar no mérito, os ministros discutiram questão de ordem levantada por Gilmar Mendes. O ministro do STF criticou a decisão do presidente da Corte, Edson Fachin, de assumir a relatoria de um processo que estava sob a responsabilidade de André Mendonça. Mendes sustentou que a troca de relatores seria inadequada e defendeu a vinculação do caso de Mendonça ao que envolve Moraes.

Alexandre de Moraes classificou o procedimento como uma “miscelânea” e argumentou que suposições sobre conversas partem apenas da extração de trechos de um arquivo de notas. Ele ressaltou que a transformação de anotações em supostas mensagens eletrônicas não possui o mesmo valor probatório de trocas efetivas em plataformas de comunicação, afastando, assim, a premissa de contatos diretos com Vorcaro.

O ministro enfatizou que não há registro de qualquer mensagem referente a Paulo Gonet e Andrei Rodrigues no aparelho apreendido: “Não há nenhuma mensagem que se refira a Paulo e Andrei. Há um texto de notas, no bloco de notas, que, por ilação, se afere que virou mensagem. Não há, no celular apreendido, nenhuma mensagem”. A afirmação visa refutar insinuações de comunicação irregular com autoridades.

A sessão prossegue com a avaliação de eventuais encaminhamentos para envio do caso ao plenário do STF, onde será decidida a abertura de inquérito contra Alexandre de Moraes. Os ministros aguardam definição sobre a relatoria e o rito processual, que poderão impactar a tramitação interna e gerar repercussões políticas, dada a relevância das matérias envolvendo a corte e seus integrantes.