
Ursula von der Leyen se prepara para o Discurso sobre o Estado da União (Foto: Instagram)
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apresentará nesta quarta-feira (16) no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, seu discurso anual sobre o “Estado da União Europeia”, detalhando as principais metas para o próximo ano frente aos conflitos globais e às disputas comerciais. Esse pronunciamento é considerado o momento-chave para expor a estratégia do maior bloco econômico do mundo e suas respostas aos desafios atuais.
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O texto final do discurso permanece confidencial, enquanto as diferentes alianças políticas no Parlamento pressionam por inclusão de projetos e temas de interesse regional. Espera-se que von der Leyen aborde a regulamentação da inteligência artificial, a crise climática e os danos causados pelos incêndios deste verão na Europa. Além disso, a líder europeia deve tratar da proteção de crianças online, da guerra entre Rússia e Ucrânia, dos conflitos no Oriente Médio e das tensões no comércio internacional.
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No discurso do ano anterior, von der Leyen enfatizou a necessidade de a Europa fortalecer sua independência diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos e das críticas do governo Trump às políticas migratórias do bloco. Ela destacou que a UE estava “em uma luta” por valores democráticos e alertou para um cenário global cada vez mais moldado por relações de poder, no qual a União precisaria afirmar seu espaço.
Esse pronunciamento anual é inspirado no “Estado da União” dos EUA, mas dirigido a um público de cerca de 450 milhões de cidadãos europeus. Tradicionalmente, o evento ocorre com aplausos dos eurodeputados e encerra-se com o slogan “Viva a Europa”. No entanto, críticos apontam que o discurso frequentemente privilegia metas ambiciosas em vez de detalhar ações concretas, além de destacar a opacidade de algumas iniciativas da Comissão.
Como braço executivo da UE, a Comissão Europeia propõe a legislação aplicável aos 27 países-membros, monitora o cumprimento das normas, negocia acordos comerciais e conduz investigações antitruste. À frente desse organismo está von der Leyen, 67 anos, ex-ministra da Defesa da Alemanha, que assumiu o cargo sem eleição direta, mas conquistou reconhecimento em fóruns internacionais.
Desde que chegou ao comando, ela coordenou a compra de vacinas durante a pandemia, gerenciou a crise energética decorrente da invasão russa e organizou o apoio financeiro e militar à Ucrânia. Von der Leyen também trabalhou para amortecer os impactos das tarifas americanas sobre a economia europeia, embora Washington tenha reagido às medidas regulatórias da Comissão contra grandes empresas de tecnologia dos EUA, alegando violação de regras europeias de dados.
Nos dias que antecedem o discurso, a Comissão lançou um site dedicado às realizações do último ano, destacando novos acordos comerciais, medidas para reforçar competitividade e segurança energética, investimentos em defesa, auxílio bilionário à Ucrânia e sanções contra centenas de russos e organizações envolvidas em violações de normas internacionais.






