Aos 13 anos, ela tentou espremer uma “espinha” e descobriu o que realmente havia em seu rosto

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Hope Schiefer tinha 13 anos quando percebeu um caroço no rosto e acreditou que fosse uma espinha. Ela tentou espremê-lo, mas nada aconteceu. Anos depois, aos 32, a norte-americana continua convivendo com o crescimento, que foi diagnosticado como um hemangioma e já se estendeu até a região do pescoço.

A primeira vez que Hope percebeu o caroço foi quando uma pessoa da igreja chamou sua atenção para ele. Naquele momento, ela imaginou que se tratasse de um cisto ou de uma espinha. “Eu não percebi sozinha, alguém na igreja apontou para ela durante uma de nossas aulas. No começo, parecia um caroço no meu rosto. Eu inicialmente pensei que fosse um cisto ou uma espinha particularmente ruim, então tentei espremê-la. Nada aconteceu, e ficou claro que não era uma mancha comum”, disse ao The Sun.

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Depois de procurar um médico, Hope foi encaminhada a um cirurgião vascular e recebeu o diagnóstico de hemangioma, um crescimento que envolve os vasos sanguíneos. Ao longo dos anos, ela realizou exames de ressonância magnética, tomografia computadorizada e ultrassons para acompanhar a relação da formação com os vasos do rosto.

A mulher também passou por duas cirurgias para tentar bloquear ou reduzir o fluxo sanguíneo no local. Mesmo assim, o crescimento continuou aumentando e inchando. Atualmente, os médicos consideram uma nova cirurgia arriscada porque a formação está ligada a uma veia importante do rosto.

Segundo Hope, o procedimento poderia fazer com que o crescimento se deslocasse para o cérebro, pulmão ou coração, além de provocar paralisia no lado direito do corpo. Por ser mãe solo, ela decidiu não realizar uma nova cirurgia. “Por mais que eu tenha dificuldade com a minha aparência, sou mãe e meu filho precisa muito mais de mim viva e presente do que precisa que eu tenha um rosto convencionalmente ‘perfeito’”, afirmou.

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Hope batizou o crescimento de Betty e afirma que dar um nome a ele ajudou a mudar a maneira como encara a própria aparência. Ela também convive com uma síndrome antifosfolípide, diagnosticada aos 27 anos, que pode facilitar a formação de coágulos sanguíneos.

A formação varia de tamanho e sensibilidade. Hope afirma que ela fica maior e mais dolorida durante o período menstrual e que, em alguns dias, consegue sentir o sangue passando pelo local. “Alguns dias, ela pulsa continuamente. Consigo sentir o sangue passando por ela e, às vezes, a pulsação é visivelmente perceptível”, contou.

Ao longo da vida, Hope também enfrentou comentários e bullying por causa da aparência. Ainda assim, ela afirma que continua aprendendo a conviver com a condição e a não permitir que sua aparência determine seu valor. “Significa que estou aprendendo que minha aparência não determina se mereço amor, dignidade, felicidade ou uma vida plena”, declarou.