
Rei Charles III e o casal Sussex (Foto: Instagram)
Após o retorno ao Reino Unido, o rei Charles III reiterou que o príncipe Harry e sua esposa Meghan seguem como membros não atuantes da família real. Em comunicado enviado em nome do monarca a altos funcionários do governo, ficou estabelecido que o casal continuará evitando o uso de seus títulos reais, atitude mantida desde que deixaram de desempenhar funções oficiais em 2020.
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A carta, assinada pelo Lord Chamberlain — o mais alto funcionário da Casa Real —, foi direcionada a autoridades governamentais, militares e aos lord lieutenants, representantes pessoais do rei em cada região. O documento ressalta que todas as atividades filantrópicas promovidas por Harry e Meghan serão conduzidas de forma privada e que a definição sobre seu esquema de segurança operacional ficará a cargo das autoridades policiais competentes.
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Apesar de confirmar que nada mudou no posicionamento oficial do casal, a divulgação da carta sinaliza a preocupação de observadores do Palácio de que Harry e Meghan possam criar uma espécie de “corte real paralela”, rivalizando com os membros que exercem funções oficiais. O objetivo é prevenir especulações e garantir clareza a respeito dos papéis do duque e da duquesa de Sussex.
A questão da segurança permanece um ponto sensível. Desde que abriram mão de seus papéis na monarquia em 2020, Harry trava uma batalha legal com o governo britânico para restabelecer a proteção policial 24 horas, financiada pelo Estado. O casal chegou ao país sem esse esquema integral, reacendendo debates sobre responsabilidade pública e custos ao erário.
A decisão sobre a possível restauração do policiamento contínuo ao casal cabe ao Comitê Executivo Real e de VIPs (RAVEC), órgão governamental responsável por analisar pedidos de segurança a membros da família real e outras personalidades. Apenas este painel pode determinar se Harry e Meghan devem receber proteção estatal ininterrupta, com base em critérios de risco e precedentes.
No documento, o Lord Chamberlain orienta que qualquer questão oficial relativa às cortesias e prerrogativas do casal, especialmente quando envolver verbas públicas, seja encaminhada diretamente ao Palácio de Buckingham. Dessa forma, busca-se manter a clareza institucional e preservar as atribuições do rei Charles III, evitando interpretações equivocadas sobre a posição de Harry e Meghan.






