
Joey Sharp: do diagnóstico precoce à esperança pela pesquisa (Foto: Instagram)
Joey Sharp tinha apenas 11 dias de vida quando um pequeno sinal na unha chamou a atenção dos médicos e motivou investigações sobre seu estado de saúde. O recém-nascido enfrentava icterícia persistente, dificuldades para se alimentar, perda de peso e apresentava espasmos recorrentes durante a mamada.
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No hospital, os profissionais identificaram inicialmente uma possível infecção sob a unha e iniciaram tratamento com antibióticos intravenosos. Ainda assim, os espasmos continuaram, levando a equipe a solicitar um ultrassom craniano. Diante dos resultados, avançaram para tomografia computadorizada e ressonância magnética.
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Os exames revelaram um tumor cerebral, considerado grave o suficiente para exigir cirurgia de emergência. Sam Sharp, mãe de Joey e enfermeira de profissão, relatou que tudo ocorreu em questão de horas. Apesar das restrições da pandemia de Covid-19, o pai, Steven, foi autorizado a acompanhar o filho até o centro cirúrgico.
Durante a operação, os médicos coletaram tecido tumoral, que depois foi diagnosticado como glioblastoma, um tipo de câncer cerebral agressivo. Nos anos seguintes, Joey passou por três cirurgias para remoção do tumor e realizou cerca de nove ciclos de quimioterapia. Uma das intervenções adicionais tratou tecido cicatricial que provocava epilepsia resistente a remédios.
Em agosto de 2021, próximo ao encerramento do tratamento, os exames de imagem não apresentaram sinais de retorno da doença, garantindo alta ao pequeno paciente. Contudo, o menino hoje, aos 5 anos, convive com paralisia cerebral e limitações motoras no lado direito, o que o faz usar órtese na perna e cadeira de rodas para percorrer distâncias maiores. Mesmo assim, Joey é descrito pela mãe como alegre, determinado e apaixonado por natação, além de já ter iniciado a vida escolar.
Movida pela experiência, Sam passou a defender mais recursos para pesquisas sobre tumores cerebrais em crianças. Ela se prepara para correr a Maratona de Edimburgo, na Escócia, em prol do Scottish Brain Tumour Research Centre of Excellence. A trajetória de Joey também é divulgada pela organização Brain Tumour Research para reforçar a necessidade de avanços no tratamento oncológico pediátrico.






