
Julio Iglesias posa em frente ao mar em imagem de arquivo. (Foto: Instagram)
O cantor espanhol Julio Iglesias voltou a ser acionado na Justiça da Espanha após duas ex-funcionárias apresentarem uma nova queixa na qual relatam assédio, agressões sexuais e condições de trabalho forçado enquanto prestavam serviços ao artista. As acusações dizem respeito ao período em que as mulheres trabalhavam para ele em propriedades no exterior, reacendendo o debate sobre práticas de gestão e disciplina adotadas em seu entorno. Ainda não há decisão judicial em relação a essas alegações.
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A ação foi protocolada na quinta-feira (3) pela ONG Women’s Link Worldwide, que representa as ex-funcionárias. Trata-se de um desdobramento de uma disputa anterior já analisada pelos tribunais espanhóis. Na primeira vez, o processo foi arquivado sob o entendimento de que as supostas irregularidades não poderiam ser julgadas pela Justiça da Espanha por terem ocorrido fora do país.
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De acordo com a Women’s Link Worldwide, as ocorrências narradas teriam ocorrido em 2021 em propriedades de Julio Iglesias nas Bahamas e na República Dominicana. As ex-funcionárias afirmam ter passado por episódios de assédio sexual intercalados com agressões físicas, além de jornadas extenuantes em que se sentiam coagidas a cumprir ordens em condições degradantes.
O motivo da nova denúncia está ligado a um entendimento recente que possibilita à Justiça espanhola julgar crimes praticados no exterior por cidadãos espanhóis, desde que a conduta também seja tipificada como crime no local onde ocorreu. Essa norma abre caminho para revisar casos que, em primeira instância, foram considerados fora da competência territorial da Espanha.
Segundo a ONG, a legislação em questão prevê a jurisdição universal para determinadas infrações, especialmente quando um cidadão espanhol é suspeito de cometer atos criminosos em outros países. A intenção é garantir que possíveis lacunas legais não impeçam o acesso das vítimas à Justiça, independentemente de fronteiras.
No posicionamento oficial divulgado por Julio Iglesias, hoje com 82 anos, o cantor nega veementemente todas as acusações, classificando-as como “totalmente infundadas” e assegurando nunca ter abusado, coagido ou faltado com respeito a qualquer colaboradora. Jovana Ríos Cisnero, diretora-executiva da Women’s Link Worldwide, afirmou que o Estado espanhol deve assegurar a tramitação do processo sem privilégios, e ressaltou que a Procuradoria da Audiência Nacional já indicou, em janeiro, que o arquivamento não impediria novas instâncias de apuração. A ação ainda está sob análise das autoridades, sem qualquer condenação até o momento.






