
Aécio Neves critica a perda de influência de Minas Gerais no cenário nacional (Foto: Instagram)
Candidato ao Senado pelo PSDB em Minas Gerais, Aécio Neves afirmou nesta sexta-feira (04) durante entrevista à Rádio Itatiaia que o Estado “saiu do jogo nacional” nos últimos anos e que a ausência de experiência política de seu antecessor, o ex-governador Romeu Zema (Novo), pode ter prejudicado a representação mineira em Brasília. Segundo o ex-governador, a falta de interlocução com o Planalto fez com que Minas não fosse ouvido de forma adequada em decisões de alcance federal, enfraquecendo sua influência no cenário político mais amplo.
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Em resposta a questionamentos sobre a postura de confronto adotada por Zema em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Aécio procurou evitar um julgamento pessoal, mas frisou que a estratégia pode ter sido danosa para os interesses do Estado. Ele citou, como exemplo, sua participação no debate da reforma tributária: “Nós saímos do jogo político nacional. Em discussões, como, por exemplo, a reforma tributária recentemente, a voz de Minas era muito distante, muito frágil”, declarou, ressaltando a necessidade de articulação política para assegurar vantagens aos mineiros.
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O tucano recordou que governou Minas Gerais ao longo de oito anos, período em que Lula esteve à frente da Presidência da República, e destacou que, mesmo diante de diferenças conceituais e de gestão – notadamente em relação ao controle de gastos públicos – manteve sempre uma relação “republicana” com o petista. “Eu era adversário político dele do ponto de vista conceitual, de gestão, dessa gastança com a qual eu não concordo, do ponto de vista fiscal temos diferenças, mas jamais deixamos de tratar com prioridade os interesses do Brasil ou do meu Estado”, afirmou.
Para Aécio, o papel de um governador não se resume a defender apenas o próprio projeto político partidário, mas também a preservar canais de diálogo com o governo federal, mesmo quando existe divergência ideológica. O senador ressaltou que tal interlocução é essencial para minimizar entraves e conquistar recursos, projetos e investimentos destinados a Minas Gerais. “Manter essa relação republicana, mesmo com um governante de oposição ou de um partido político distante do senhor, é fundamental para quem administra”, disse ele, sublinhando a importância de pragmatismo político.
Na análise direta sobre Romeu Zema, Aécio Neves apontou que talvez o ex-governador não tenha tido a vivência política necessária para compreender plenamente o peso e a importância de Minas Gerais em negociações com o poder central. “Talvez tenha faltado a ele apenas uma experiência política maior, a compreensão da força e da importância de Minas Gerais para negociar em melhores condições os nossos interesses”, afirmou o candidato. O tucano concluiu que, em sua trajetória, adquiriu conhecimento suficiente para representar o Estado de forma mais eficaz no Congresso Nacional.






