
Autoridade em evento da agência espacial americana antecipa inovação enquanto Teerã reforça defesa aérea (Foto: Instagram)
Na sexta-feira (4), o brigadeiro-general de segunda classe Massoud Jafari, da Força Aérea do Exército iraniano, afirmou que o país pretende “surpreender o inimigo” em breve ao comentar a atuação do Comando Conjunto de Defesa Aérea Khatam al-Anbiia, estrutura que reúne elementos do Exército e da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) para coordenar a defesa do espaço aéreo nacional. A declaração ressalta o papel unificado das Forças Armadas nessa missão.
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Jafari destacou que o Comando Khatam al-Anbiia possui “responsabilidade plena” pelas operações de defesa aérea e pela vigilância do espaço aéreo iraniano, atuando em parceria com todos os ramos da milícia e do Exército. “Exército, Guarda Revolucionária, Basij e todos os integrantes das Forças Armadas participam dessa missão”, afirmou o oficial, em publicação de um canal vinculado ao IRGC.
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Em outra declaração nesta sexta-feira, o comandante da Força de Defesa Aérea do Exército e do Comando Conjunto Khatam al-Anbiia, brigadeiro-general Alireza Elhami, ressaltou que os sistemas de defesa aérea do Irã foram projetados e produzidos integralmente com tecnologia doméstica, sem dependência de fornecedores estrangeiros. Segundo ele, essa iniciativa faz parte de uma estratégia de autossuficiência em setores vitais de segurança nacional.
Elhami afirmou ainda que esses equipamentos já foram empregados em combate e garantiram a destruição de aeronaves inimigas. “As Forças Armadas da República Islâmica do Irã demonstraram ao mundo que aeronaves avançadas e tecnologicamente sofisticadas do inimigo podem entrar no campo de batalha, mas essa tecnologia não garante seu retorno nem lhes confere imunidade”, declarou o oficial, reforçando a confiança de Teerã em suas defesas.
Com esse posicionamento, o Irã busca ampliar sua capacidade de dissuasão, investindo na produção local de radares, mísseis e sistemas de controle de tráfego aéreo. A estratégia de desenvolver internamente esses recursos pretende minimizar os efeitos das sanções internacionais e reduzir a dependência de importações de armamentos e componentes militares.
As falas de Jafari e Elhami evidenciam uma política militar voltada para a prontidão operacional e a autonomia tecnológica, buscando aumentar a eficiência defensiva do país. Ao divulgar essas metas publicamente, o Irã envia uma mensagem clara a possíveis adversários na região, reforçando que seu espaço aéreo está protegido por uma estrutura integrada e soberana de defesa.
Observadores apontam que esses pronunciamentos ocorrem em meio a tensões regionais e a sanções ocidentais, circunstâncias que dificultam o acesso a tecnologias avançadas e impõem desafios logísticos ao programa de defesa iraniano. Ao priorizar a inovação interna, Teerã almeja superar esses obstáculos e assegurar um nível mínimo de segurança contra ameaças externas.






