
Imagem de Leandro Santos da Silva, de 34 anos, assassinado a tiros em Ingá (PB). (Foto: Instagram)
Leandro Santos da Silva, de 34 anos, foi assassinado a tiros na madrugada de segunda-feira (11) dentro de sua própria residência em Ingá, no Agreste paraibano. Ele era alvo de investigação da Polícia Civil por sua suposta participação na morte da mãe, ocorrida em dezembro de 2024. O caso atual segue sob responsabilidade do setor de Homicídios da delegacia regional.
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Segundo a Polícia Civil, quatro homens armados invadiram o imóvel por volta das 5h, vestindo roupas escuras e portando fuzis, e dispararam diversas vezes contra a vítima. O estrondo dos tiros mobilizou os vizinhos, que acionaram a Polícia Militar. Os invasores fugiram do local antes da chegada dos agentes, sem nenhum ser identificado até o momento.
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No interior da residência, peritos encontraram dezenas de cápsulas de calibre 9 mm espalhadas pelo chão. Leandro apresentava ao menos três perfurações — principalmente no tórax e em membros superiores — e não resistiu aos ferimentos, morrendo ainda no local. Fragmentos de projéteis foram recolhidos para confronto balístico.
O caso ganhou grande repercussão na região pelo histórico de Leandro. Em dezembro de 2024, ele foi apontado como um dos principais suspeitos no assassinato de sua própria mãe, registrado em Serra Redonda. Na época, as autoridades destacaram que o crime teria sido motivado por disputas sobre a transferência de um imóvel ao nome do filho.
Conforme apurado, o desentendimento começou quando a mulher se recusou a transferir a propriedade, desconfiada do envolvimento do filho com o tráfico de drogas. Sob essa justificativa, Leandro teria planejado a morte da genitora e contado com apoio de comparsas para executar o homicídio, segundo depoimentos colhidos pela polícia.
As investigações apontaram ainda que o suspeito mantinha contato frequente com um detento do sistema prisional e recrutou outras pessoas para consumar o crime. Esse elo entre células criminosas amplia as linhas de apuração, na busca por identificar todos os participantes e possíveis mandantes.
Após a execução desta segunda-feira, o local foi isolado para perícia. Equipes da Polícia Civil e do Instituto de Polícia Científica coletaram vestígios de DNA, impressões digitais e materiais eletrônicos. Até agora, nenhum indivíduo foi preso nem oficialmente reconhecido, mas as diligências continuam em busca de testemunhas e imagens de câmeras próximas.
A delegacia regional de Ingá deve concluir o inquérito nos próximos dias, já ouvindo testemunhas e analisando documentos. Os investigadores querem determinar se o atentado está ligado apenas ao histórico criminal de Leandro ou se também se relaciona a disputas entre facções rivais. Os próximos passos incluem pedidos de prisão preventiva e representação por homicídio qualificado.


