
Rafaela Costa da Silva e Igor Peretto em evento social antes da tragédia (Foto: Instagram)
Rafaela Costa da Silva, viúva do comerciante Igor Peretto, continua em liberdade, decisão que tem gerado revolta e apontado questionamentos no meio jurídico e na opinião pública. Apesar de o Ministério Público de São Paulo tê-la denunciado por homicídio triplamente qualificado, a Justiça considerou que ela não estava no local das facadas e manteve a liberdade provisória. Familiares da vítima acusam o sistema de falhar ao não aplicar medidas mais rigorosas no caso.
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Em entrevista exclusiva ao Bacci Notícias, o vereador Tiago Peretto, irmão da vítima, contestou com veemência a decisão judicial e revelou detalhes perturbadores presentes no inquérito. Ele ressalta que o Ministério Público denunciou não só Rafaela, como também Marcelly Peretto, irmã de Igor, e Mário Vitorino, cunhado, pelos mesmos crimes. O parlamentar defende que as provas apontam participação direta da viúva, comparável à dos executores materialmente envolvidos no atentado fatal.
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Segundo Tiago, Rafaela agiu de forma intelectual e estratégica no planejamento do crime. Ele citou buscas na internet realizadas por ela com termos como “quanto tempo um corpo demora para feder” e pesquisas sobre diversas cidades para planejar a fuga. Além disso, a viúva teria orientado pessoas — ainda não identificadas — sobre como esconder o dinheiro que transferia. Para o vereador, essas ações demonstram culpa equivalente à de quem empunhou a faca.
Outro ponto-chave, afirma Tiago, é uma chamada de vídeo que teria ocorrido exatamente no momento em que Igor recebia as facadas. Ela teria mantido contato audiovisual com os executores enquanto o crime acontecia. “Se ela não tem relação, por que permanecer cinco minutos em uma chamada de vídeo no exato instante do homicídio?”, questiona o parlamentar. Embora não seja possível acessar o conteúdo da ligação, a cronologia reforça o suposto vínculo entre a viúva e os assassinos.
O vereador também apontou a “malandragem” de Rafaela no uso do CarPlay para garantir que o marido seguisse até a emboscada. Segundo ele, a viúva rastreou o celular de Igor e, no momento em que o amante dela dirigia o carro, ativou o sistema de som do veículo para induzir o comerciante a ir até o apartamento fatal. “Ela arrastou meu irmão para a morte usando a própria tecnologia do carro dele”, desabafou Tiago.
Tiago Peretto crítica a classificação do caso como favorecimento a criminosos, defendendo que Rafaela deveria responder diretamente por homicídio. Ele lembra que o crime ocorreu em 31 de agosto, no apartamento de Marcelly Peretto, quando Igor chegou ao local 13 segundos após a cunhada ter saído. O laudo apontou perfurações por faca, e a suspeita foi presa em 6 de setembro. Mário Vitorino foi detido dias depois, em Torrinha (SP).


