
Ronaldo Caiado durante entrevista ao Bacci Notícias (Foto: Instagram)
O pré-candidato ao Planalto pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou que pretende “devolver o Brasil aos brasileiros de bem”. Em entrevista ao Bacci Notícias, ele criticou o governo Lula, defendeu classificar facções criminosas como terrorismo, voltou a pregar anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e rejeitou ser vice de Flávio Bolsonaro. Caiado ainda afirmou que a polarização política “destrói a política” e reforçou que só “quem o para é Deus”.
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O ex-governador de Goiás destacou sua experiência administrativa e a aprovação de 88% ao término de seu mandato como provas de que está preparado para disputar a Presidência em 2026. Durante a entrevista nesta terça-feira (12), ao repórter Lucas Tadeu, Caiado abordou temas que vão desde a segurança pública e o Bolsa Família até as propostas de jornada de trabalho e a anistia aos envolvidos nos episódios de 8 de janeiro.
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Ele ressaltou que, ao assumir o governo de Goiás, encontrou um estado com problemas de segurança, corrupção e deficiência em serviços públicos. “Não existe atestado maior para um político do que a aprovação dele quando encerra o governo. Entreguei aquilo que prometi à população”, disse Caiado, lembrando que Goiás agora lidera rankings nacionais em educação, segurança pública e transparência.
Ao falar sobre a disputa interna com Flávio Bolsonaro, o pré-candidato reconheceu o peso do sobrenome, mas frisou que “o que vai pesar é a capacidade de governar”. Caiado afirmou que vai percorrer o país para mostrar os resultados de sua gestão e reafirmou que não cogita ser vice de ninguém. “De maneira alguma. Não tenho motivação para ser vice-presidente”, declarou, destacando ter sido deputado, senador e governador por dois mandatos.
Sobre o modelo de trabalho 6×1, ele defendeu mudanças para permitir que o trabalhador escolha quantos dias quer trabalhar e como organizar sua rotina. No campo social, criticou a dependência geracional do Bolsa Família — “avô, pai e filho no mesmo programa mostra que o ciclo da pobreza persiste” — e citou programas de capacitação profissional e apoio técnico a pequenos empreendedores implementados em Goiás.
Caiado rejeitou se colocar na extrema direita, dizendo que sua trajetória sempre foi pautada pelo debate técnico e pela coerência. “Jamais transformei discordância em guerra. Não tolero essa polarização.” Ele também defendeu a livre iniciativa, o fortalecimento do agronegócio e afirmou sua confiança na ciência e nas vacinas.
Na área de segurança pública, o pré-candidato disse que proporá ao Congresso um projeto para tratar facções criminosas como organizações terroristas e aplicou em Goiás um modelo de “tolerância zero”. Ele ainda endureceu regras nos presídios, restringindo a comunicação de detentos ligados a facções. Sobre os atos de 8 de janeiro, reafirmou a intenção de anistiar condenados, criticou decisões do ministro Alexandre de Moraes e prometeu enviar ao Congresso um projeto logo no início de seu eventual governo, sem apoiar invasões às instituições.


