
MC Poze do Rodo é conduzido pela PF em operação contra esquema bilionário de lavagem de dinheiro. (Foto: Instagram)
O cantor MC Poze do Rodo foi alvo de mais uma ação policial na quarta-feira (15/04/2026), quando agentes da Polícia Federal cumpriram mandados em uma investigação que apura um esquema de lavagem de dinheiro bilionário. Na mesma operação, o também artista MC Ryan SP foi detido. O funkeiro voltou assim ao noticiário nacional após se envolver em investigações de grande repercussão.
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De acordo com as apurações da PF, o grupo sob suspeita teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão por meio de transferências bancárias, transporte de valores em espécie e operações com criptoativos. Os envolvidos podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, crimes previstos no Código Penal. As investigações ainda estão em estágio inicial, sem detalhamento sobre o papel de cada preso.
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Esta não é a primeira vez que MC Poze do Rodo, cujo nome de batismo é Marlon Brendon Coelho Couto, enfrenta problemas com a Justiça. Em maio de 2025, ele foi detido pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Na ocasião, cumprimento de mandado de prisão temporária ocorreu em sua casa, em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes.
Naquele episódio, o cantor foi acusado de fazer apologia ao crime e manter ligação com integrantes do tráfico de drogas. Levado à delegacia, Poze classificou a ação como perseguição, afirmando: “Isso é perseguição. É indício, mas não tem prova com nada”. Embora tenha sido libertado posteriormente, o caso seguiu sob investigação.
As autoridades também investigaram a realização de shows em áreas dominadas pela facção Comando Vermelho. Segundo o inquérito, as letras de suas músicas faziam referências ao tráfico de drogas e ao uso ilegal de armas, ultrapassando os limites da liberdade artística e configurando possível crime de apologia. Além disso, há indícios de que eventos com a participação do funkeiro teriam servido para lavar recursos obtidos com o comércio de entorpecentes.
Em novembro de 2025, Poze do Rodo esteve no centro da Operação Rifa Limpa, que apurou rifas ilegais divulgadas em redes sociais. Na ação, foram apreendidos carros de luxo e joias em sua residência. Posteriormente, a Justiça determinou a devolução dos bens ao não encontrar vínculo direto entre os itens e os crimes investigados.
Agora, com a nova ofensiva da Polícia Federal, o artista volta a ser citado em um inquérito de grande alcance. As autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre a extensão da participação de cada suspeito, mas o caso deve seguir em andamento nas próximas semanas, prometendo revelar o alcance do suposto esquema de lavagem de dinheiro.

