
PF apreende bens de luxo e colar de Escobar após prisão de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo (Foto: Instagram)
A Polícia Federal apreendeu na última terça-feira, 15 de abril, diversos bens de alto valor durante uma operação que resultou na prisão dos funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, suspeitos de envolvimento em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Entre os objetos estão joias, carros de luxo, relógios, armas, quantias em espécie e um colar com a imagem do traficante Pablo Escobar.
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O colar, encontrado na residência de MC Ryan SP, exibia a figura de Escobar dentro de uma moldura em formato do mapa do estado de São Paulo. As investigações apontam que as autoridades também recolheram documentos, equipamentos eletrônicos e outros pertences que passarão por perícia para identificar possíveis indícios de lavagem de capitais.
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MC Ryan SP foi detido em sua casa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga (SP), enquanto MC Poze do Rodo foi preso em uma ação simultânea no Rio de Janeiro. A operação envolveu o cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão, além do bloqueio de bens em vários estados, incluindo veículos de luxo e imóveis relacionados aos investigados.
De acordo com a PF, o grupo sob investigação teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão por meio de empresas de fachada, uso de laranjas e transações financeiras suspeitas. A Justiça determinou ainda o sequestro e o bloqueio de contas bancárias e ativos dos envolvidos para evitar a dissociação do patrimônio e garantir a recuperação de valores.
Os bens apreendidos são considerados estratégicos para rastrear o fluxo de recursos ilícitos e comprovar o uso das propriedades na ocultação de patrimônio. A análise dos documentos e dos dispositivos eletrônicos deve revelar a estrutura financeira do esquema e possíveis conexões com outros integrantes da organização criminosa.
MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, dois dos artistas mais ouvidos no funk nacional, já estiveram envolvidos em outras polêmicas anteriormente. Agora, respondem a acusações de associação criminosa e lavagem de dinheiro em caso de alta complexidade. Até o momento, as defesas dos funkeiros não se pronunciaram sobre as prisões e as apreensões realizadas nesta operação da PF.

