
Defesa de MC Poze do Rodo se manifesta sobre prisão na Operação Narcofluxo (Foto: Instagram)
A equipe de defesa do MC Poze do Rodo rompeu o silêncio e divulgou sua primeira manifestação sobre a detenção do cantor durante a Operação Narcofluxo, ação da Polícia Federal que apura um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Na mesma operação, o também funkeiro MC Ryan SP foi preso em desdobramentos que mobilizaram agentes em vários estados.
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Em nota encaminhada à TV Globo, o advogado Fernando Henrique Cardoso afirmou que a defesa ainda não teve acesso aos autos do processo. Ele frisou que, assim que conhecer o teor dos documentos judiciais, atuará para restabelecer a liberdade de Poze do Rodo e apresentar os esclarecimentos necessários à Justiça.
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Batizada de Narcofluxo, a operação visa desarticular uma associação criminosa especializada na movimentação ilícita de capitais, tanto em território nacional quanto no exterior. Investigações indicam que o grupo, formado por diversos integrantes, utilizava uma rede estruturada para ocultar recursos, valendo-se inclusive de criptoativos em suas transações.
De acordo com informações da Polícia Federal, o esquema envolvia operações financeiras de elevado valor, transporte de dinheiro em espécie e remessas via criptomoedas, tudo para dissimular a origem dos recursos. O montante movimentado supera R$ 1,6 bilhão, o que evidencia a magnitude do suposto crime.
Ao todo, cerca de 200 agentes cumpriram 90 mandados judiciais – entre busca e apreensão e prisões temporárias – em endereços localizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal. A ação teve início nas primeiras horas da manhã e seguiu por diversas localidades.
Durante o cumprimento das medidas legais, foram apreendidos veículos de luxo, grandes quantias em dinheiro vivo, documentos e equipamentos eletrônicos, todos encaminhados para perícia. Os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Até o momento, a PF não detalhou o papel de cada um dos alvos, e as investigações continuam a evoluir nos próximos meses.

