
MC Ryan SP e MC Poze do Rodo presos em operação da PF que desvenda lavagem de R$ 1,6 bilhão (Foto: Instagram)
A Polícia Federal identificou que o esquema ligado a MC Ryan SP e MC Poze do Rodo apresentou ramificações internacionais e movimentou mais de R$ 1,6 bilhão por meio de criptomoedas, empresas de fachada e dinheiro em espécie.
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A investigação que culminou na prisão dos cantores na quarta-feira (15) integra a Operação Narco Fluxo, mobilizou mais de 200 agentes em diversos estados e resultou no cumprimento de 39 mandados de prisão e 45 de busca e apreensão.
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Segundo a PF, o grupo empregava uma estrutura sofisticada para ocultar a origem dos recursos, fragmentando valores e transferindo-os via intermediários antes de reinseri-los em circuitos financeiros, muitas vezes fora do Brasil, em movimento que sugere evasão de divisas.
As apurações também revelaram extenso uso de transações em criptomoedas e de empresas de fachada, o que dificultava o rastreamento de operações financeiras ilícitas e aumentava a complexidade do esquema.
Além das operações digitais, os investigadores detectaram intenso fluxo de dinheiro em espécie em grandes quantias, um método que, na avaliação da PF, permitia movimentar volumes elevados com menor risco de detecção imediata, graças à divisão de funções bem definida entre os envolvidos.
Em Maresias, no litoral de São Paulo, MC Ryan SP foi preso em uma residência, enquanto MC Poze do Rodo estava entre os principais alvos da ação simultânea em vários estados. Na operação, foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos, que agora serão periciados para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis participantes.

