Trump assina ordem executiva para reformular recomendações de vacinação infantil nos EUA

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Trump assina ordem para revisão das diretrizes de vacinação infantil (Foto: Instagram)

Na segunda-feira (10), o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva destinada a revisar as diretrizes federais de vacinação infantil, ressaltando que nos Estados Unidos crianças saudáveis recebem imunizações em ritmo duas vezes maior do que em alguns países europeus. A medida pretende adaptar o cronograma de vacinas às necessidades de cada família, promovendo uma análise mais personalizada dos calendários de inoculação.

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Entre as principais novidades, o governo propõe que cada dose seja aplicada em consultas médicas distintas, em contraste com o modelo atual de múltiplas injeções em uma única visita. Além disso, a administração sugere fragmentar a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola – MMR) em três doses separadas, em vez de apresentar as três doenças em um único imunizante.

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O texto executivo também indica que vacinas contra hepatite B, COVID-19 e influenza, entre outras, deixariam de ser recomendadas de forma universal para todas as crianças. A ideia é que médicos e pais decidam juntos quais imunizações são necessárias, levando em conta o histórico clínico de cada criança e eventuais fatores de risco. Trump argumentou que espaçar as visitas ajudaria as famílias a lidar melhor com o volume de líquidos administrados e permitiria acompanhar as reações de maneira mais precisa.

A proposta busca oferecer maior autonomia aos responsáveis na escolha dos imunizantes, uma iniciativa que o governo acredita reduzirá a apreensão de parte dos pais em relação ao calendário oficial. Apesar de não haver evidências científicas que sustentem a ligação entre vacinas e autismo, o presidente mencionou alegações sobre essa associação, apesar de décadas de estudos não terem identificado um fator único responsável pela condição.

“Nada ruim ocorrerá com o que estamos fazendo agora”, declarou Trump, defendendo a segurança das alterações propostas. No entanto, especialistas em saúde pública alertam que flexibilizar as recomendações oficiais pode resultar em quedas na cobertura vacinal e aumentar o risco de ressurgimento de doenças preveníveis. A questão agora segue para debate no Congresso e em autoridades estaduais, onde se avaliará o equilíbrio entre a liberdade individual e a proteção coletiva.