
Christa Pike em foto de identificação prisional após falha na execução no Tennessee. (Foto: Instagram)
A tia de Christa Pike, condenada à morte que resistiu a duas aplicações de injeção letal em uma penitenciária do Tennessee, declarou que o ocorrido foi uma intervenção divina e defendeu a suspensão definitiva da execução. Carrie Ross, que ajudou a criar a sobrinha, acredita que as falhas no procedimento indicam que a vida de Christa deve ser poupada, pois, segundo ela, “quando Deus coloca a mão sobre alguém, é Ele quem está no controle”.
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Em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, Carrie Ross reforçou que considera Christa como uma filha e que a recente interrupção da execução confirma que não deveria haver continuidade no cumprimento da pena capital. Para ela, o critério humano foi superado pela vontade divina, e a sequência de eventos deveria ser interpretada como um sinal de que a pena não deve se concretizar.
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Christa, de 50 anos, despertou no dia 6 de outubro em um hospital ligado à prisão, após a segunda tentativa de execução em 30 de setembro. Conforme divulgam seus advogados, ela recuperou a fala e conseguiu caminhar, mas ainda apresenta pneumonia, um coágulo sanguíneo em um dos braços e dificuldades para se alimentar. Parte do tempo, a detenta permanece algemada ao leito enquanto se recupera.
Na primeira fase da aplicação da pena, equipes prisionais administraram duas doses de pentobarbital, porém a substância não provocou o efeito letal esperado e a sessão foi interrompida sem conclusão. O incidente foi considerado sem precedentes pelos meios de comunicação que cobriram o caso, resultando em questionamentos sobre a eficácia do protocolo de execuções no estado do Tennessee.
O crime que motivou a condenação ocorreu em 1995, quando Christa Pike, então com 18 anos, foi acusada de assassinar Colleen Slemmer, de 19 anos, juntamente com o então namorado Tadaryl Shipp e a comparsa Shadolla Peterson. Segundo a acusação, Pike teria agredido e torturado a vítima por ciúmes, resultando na morte de Colleen. Shipp cumpre pena perpétua com possibilidade de liberdade condicional, enquanto Peterson obteve condicional após colaborar com as investigações.
Após o falho procedimento de execução, o governador do Tennessee, Bill Lee, determinou a suspensão de todas as penas de morte previstas para o restante de 2026 e ordenou uma revisão independente dos protocolos de aplicação da injeção letal. A defesa de Christa Pike também move ações para preservar seringas e demais provas relacionadas à tentativa, mas ainda não há data marcada para nova deliberação sobre a execução.






