Os títulos públicos brasileiros tiveram uma semana de forte valorização e alguns renderam mais que a Bolsa em meio à movimentação do mercado após o primeiro turno das eleições presidenciais. O destaque foi o Tesouro IPCA+ 2050, que subiu 13,02% entre 2 e 9 de outubro, superando o Ibovespa, que avançou 8,82% no mesmo período. Os dados foram levantados pelo InfoMoney com informações do Tesouro Nacional, da Anbima e da B3.
++Pesquisa Atlas mostra Flávio Bolsonaro com 51,1% contra 45,7% de Lula no segundo turno
Outros papéis de longo prazo também tiveram desempenho expressivo. O Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 avançou 10,32%, enquanto o Tesouro IPCA+ 2040 valorizou 9,30%. Já os títulos com vencimentos mais curtos ficaram atrás do principal índice da Bolsa: o Prefixado 2032 subiu 8,46%, o IPCA+ 2032 avançou 5,28% e o Prefixado 2029 teve alta de 3,23%.
A disparada está ligada à queda das taxas de juros negociadas no mercado, que eleva o preço dos títulos públicos já emitidos. Quanto maior o prazo de vencimento, maior tende a ser a sensibilidade do papel a essas oscilações. Por isso, os títulos mais longos lideraram os ganhos da semana, em um movimento que ganhou força após o resultado eleitoral e a reação dos investidores.
++Camilo Santana ressalta reforços na equipe de Lula para estratégia do segundo turno
Mas existe um detalhe importante: esses percentuais representam ganhos brutos calculados pela variação dos preços dos títulos no mercado, e não garantem o mesmo retorno para quem investir agora. Impostos e IOF podem reduzir significativamente o resultado de uma venda em prazo curto. Além disso, se as taxas subirem novamente, os preços dos títulos podem cair, gerando perdas para quem precisar vender antes do vencimento.












