Temporada de resultados na Europa é uma das mais robustas em anos, alavancada pelo setor de energia

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Fachada da Bolsa de Valores de Nova York (Foto: Instagram)

Com cerca de 83% das empresas que compõem o índice STOXX 600 já tendo divulgado seus dados referentes ao segundo trimestre de 2023, o mercado europeu registrou, até agora, um crescimento agregado de lucros de aproximadamente 20% em termos reportados. Essa alta foi apontada em um estudo da FactSet, divulgado na sexta-feira (14), que indica um desempenho sólido em comparação com as estimativas divulgadas anteriormente.

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O levantamento, elaborado pela equipe do StreetAccount European Macro, também revela que as receitas líquidas das empresas cresceram 9,5% no período, um ritmo ligeiramente superior ao projetado em levantamentos feitos meses antes. A surpresa média do lucro por ação (EPS, na sigla em inglês) ficou em 4,8%, enquanto a surpresa de vendas alcançou 2,7%, demonstrando que boa parte das companhias conseguiu superar as previsões de analistas.

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O setor de Energia foi o grande destaque desta temporada, beneficiado pelos preços elevados do petróleo. As empresas desse segmento reportaram um aumento de 124% no EPS e de 36% nas vendas. Um exemplo emblemático foi o da BP, que registrou um lucro de US$ 5,73 bilhões no segundo trimestre, impulsionado por resultados expressivos em sua área de trading de petróleo, em meio à maior volatilidade dos mercados de energia decorrente dos conflitos no Oriente Médio. No primeiro trimestre, a BP havia apresentado lucro de US$ 3,2 bilhões.

O segmento Imobiliário também apresentou números robustos, com crescimento de 53% no lucro por ação e alta de 26% nas receitas. Já o setor de Materiais Básicos anotou elevação de 35% no EPS e aumento de 8% no faturamento. Em seguida, o segmento de Tecnologia mostrou expansão de 17% no lucro por ação e incremento de 14% nas vendas, refletindo a resiliência das empresas de inovação mesmo em um cenário global desafiante.

No outro extremo, o setor de Consumo Discricionário registrou uma queda de 24% nos lucros, ainda que as vendas tenham recuado apenas 1%. Além disso, os segmentos de Consumo Básico e Telecomunicações apresentaram desempenho mais modesto, com ganhos de EPS em níveis de um dígito baixo, apontando para uma demanda contida em determinados nichos de mercado.

Em síntese, esta temporada de resultados na Europa se destaca como uma das mais fortes em anos, com a energia atuando como principal motor de crescimento. Apesar das variações entre os setores, o desempenho agregado reflete a capacidade das companhias de se adaptarem a um contexto de incertezas geopolíticas e mudanças na dinâmica de oferta e demanda globais.