Tarcísio ignora Flávio e Haddad ataca governo paulista na estreia do horário eleitoral na TV

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Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad na estreia do horário eleitoral gratuito ao governo de São Paulo (Foto: Instagram)

Na estreia do horário eleitoral gratuito na televisão, nesta sexta-feira (28), os dois principais candidatos ao governo de São Paulo apresentaram propostas e enfoques bastante distintos. Tarcísio de Freitas (Republicanos) concentrou sua mensagem em uma narrativa focada na atuação durante a tragédia de São Sebastião, em 2023, enquanto Fernando Haddad (PT) usou parte reduzida do tempo para criticar a gestão estadual atual e exibir lideranças nacionais de sua aliança.

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Tarcísio teve à disposição 6 minutos e 20 segundos, quase duas vezes e meia mais que o adversário, para mostrar depoimentos de sobreviventes da Vila Sahy, atingida pelas chuvas no litoral norte em fevereiro de 2023. Em relatos emocionados, moradores descreveram o soterramento de casas, a perda de parentes e o modo como foram resgatados após o desastre natural.

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Ao longo de sua peça, o governador enfatizou ter deslocado o gabinete para a região atingida e permanecido ao lado das vítimas. Vestido com colete da Defesa Civil ou em trajes casuais, ele reforçou mensagem de proximidade e sensibilidade: “Aqui, a gente entendeu o que é se doar, a gente entendeu o que é servir.” A campanha optou por não confrontar o adversário nem mencionar Flávio Bolsonaro (PL), seu candidato à Presidência, mantendo o tom restrito ao âmbito estadual.

Já Fernando Haddad utilizou 2 minutos e 39 segundos de inserção para criticar o governo atual. Na abertura, acusou o incumbent de “apquenear São Paulo” e de oferecer “mentiras” e “migalhas” à população. Ao destacar supostas retaliações partidárias, o petista acusou a administração estadual de privilegiar o preconceito político e de reduzir recursos em programas essenciais.

Em seu programa, Haddad apontou cortes em áreas estratégicas, criticou privatizações e afirmou que São Paulo cresceu menos que a média nacional. Ele também falou da perda de terreno para o crime organizado, do recorde de feminicídios e do retrocesso em indicadores de educação, reforçando que a atual gestão teria falhado em segurança pública e políticas sociais.

Como contraponto, a campanha do PT lembrou iniciativas de Haddad no governo federal e na Prefeitura de São Paulo: a criação do ProUni, a expansão de universidades e institutos federais, a instalação de creches e o destaque internacional conquistado durante sua administração municipal. A propaganda também associou o petista a programas econômicos do governo Lula, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, a queda da inflação e do desemprego, além dos projetos Desenrola e Pé-de-Meia.

Ao exibir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-geral Geraldo Alckmin (PSB), o candidato a vice-governador Márcio França (PSB) e as senadoras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), o petista buscou dar tom nacional à estreia, enfatizando a amplitude política de sua coligação e reforçando o alinhamento de sua chapa com figuras de destaque no cenário federal.