Sumiço de adolescentes na Bahia pode ter ligação com facção criminosa

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Larissa, Érica e Maria Eduarda desaparecidas desde o início de agosto em Eunápolis (BA). (Foto: Instagram)

A Polícia Civil da Bahia investiga o desaparecimento de três adolescentes em Eunápolis, município no extremo sul do estado. Larissa Ribeiro Ferreira (15), Érica Rodrigues dos Santos (15) e Maria Eduarda Santos Flores (17) foram vistas pela última vez na primeira semana de agosto. As autoridades consideram a hipótese de que a ação esteja vinculada a atividades de uma facção criminosa que atua na região, mas ainda não confirmaram oficialmente a motivação do possível crime.

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Segundo reportagens da TV Santa Cruz, afiliada da Rede Bahia, as jovens teriam mantido relacionamentos anteriores com membros do grupo criminoso e se tornaram alvo de suspeitas por supostamente compartilharem informações sigilosas com facções rivais. Essa linha de investigação é considerada a principal pelos delegados responsáveis, que avaliam se um possível vazamento de dados motivou o desaparecimento.

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As famílias revelaram à polícia que Larissa, Érica e Maria Eduarda mantinham uma amizade muito próxima. Inicialmente só se tinha notícia do sumiço de Larissa, no dia 2 de agosto, após ela participar de uma festa. Posteriormente, a investigação confirmou que Maria Eduarda desapareceu na mesma data, no mesmo evento, enquanto Érica foi vista pela última vez em 3 de agosto, um dia depois, em circunstâncias semelhantes.

Durante as buscas, a polícia prendeu um homem de 20 anos, companheiro de Érica, em flagrante delito por tráfico de drogas. Ele dividia residência com a adolescente e foi o único familiar a não registrar o desaparecimento em delegacia. No momento da detenção, o suspeito teria declarado repetidas vezes que “já sabia que a adolescente estava morta”. As autoridades, porém, ainda não confirmaram oficialmente o falecimento de Érica.

No imóvel onde ocorreu a prisão, os agentes encontraram uma mala com roupas e objetos pessoais de Érica, o que reforçou as suspeitas sobre o envolvimento do jovem no caso. O suspeito permanece detido no sistema prisional do estado, à disposição do Poder Judiciário, enquanto as investigações prosseguem. Os policiais seguem buscando detalhes que possam comprovar o paradeiro das três jovens.

A Polícia Civil informou, ainda, que o principal suspeito de mandar no suposto crime estaria foragido e escondido na cidade do Rio de Janeiro, área de forte influência da mesma facção. Para não atrapalhar as diligências, o nome do grupo criminoso não foi divulgado. As buscas seguem sob sigilo, com a expectativa de obter novos indícios que ajudem a localizar as adolescentes ou a esclarecer o que de fato ocorreu.