
Sogro de Douglas de Souza Vieira emociona-se ao elogiar o genro durante seu velório em São Bernardo do Campo. (Foto: Instagram)
No domingo (2), os velórios e sepultamentos das três vítimas do ataque na fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo (SP), foram marcados por comoção. Durante a despedida de Douglas de Souza Vieira, de 39 anos, seu sogro concedeu uma entrevista ao Bacci Notícias, elogiando o genro pela dedicação à família e ao emprego. Ele destacou o caráter exemplar de Douglas e recordou como ele era querido por todos ao seu redor.
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Douglas era casado há mais de dez anos com a filha do entrevistado e pai de dois meninos, um de 8 anos biológico e outro de 12, criado por ele como filho. “Desde que começou o namoro, ele só nos deu orgulho”, afirmou o sogro, lembrando que o genro era “um excelente marido, pai e companheiro”.
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Emocionado, o sogro contou que Douglas trabalhou durante uma década na Bombril sem jamais faltar um dia. “Ele nunca reclamou de horário e nunca teve problema com ninguém. Era nota dez no trabalho”, disse, ressaltando que o genro sempre foi alegre, prestativo e completamente dedicado à família.
A família também questiona as falhas na segurança da empresa, já que o autor do ataque, o terceirizado Claudio Henrique da Silva, entrou no local de folga portando duas facas. “Se o crachá não libera entrada em dia de folga, como ele conseguiu entrar?” indagou o sogro, que ainda comentou a hipótese de bullying sofrido pelo autor do crime: “Se isso ocorreu, ele deveria ter procurado os responsáveis antes. Agora quem paga o preço são as famílias das vítimas.”
Residente em Goiás, o sogro viajou durante a madrugada para São Paulo ao receber a notícia da morte de Douglas. Ele revelou o estado de choque da filha e a dificuldade do neto mais velho em compreender a perda do pai. “Meu neto queria ver o pai pela última vez. É uma dor sem explicação. Nosso papel agora é apoiar minha filha e os dois filhos”, desabafou.
O ataque, ocorrido na manhã de sábado (1º), deixou três funcionários mortos: José Guilherme Victoriano de Moura, de 54 anos; Edvaldo Santos da Silva, de 44; e Douglas de Souza Vieira, de 39. Claudio Henrique da Silva, de 33, foi contido pelos colegas, preso e levado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, onde foi registrado como suicídio após sua morte na carceragem. A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias.
Em nota, a Bombril afirmou que presta apoio às famílias das vítimas, coopera com as investigações e reforça as medidas de segurança na unidade. A empresa declarou ainda que mantém canais de denúncia para casos de assédio, bullying e outras condutas inadequadas e que não havia registros de ocorrências envolvendo os envolvidos no ataque.





