
Estádio Mangueirão: palco de polêmica entre Santos e Remo (Foto: Instagram)
Na noite desta quarta-feira, dia 5 de junho, o Santos divulgou uma nota oficial em que repudia as declarações de Antônio Carlos Teixeira, presidente do Remo, que chamou Neymar de “vagabundo” durante a confusão no estádio Mangueirão na terça-feira, dia 4, após o triunfo que garantiu a equipe paulista nas quartas de final da Copa do Brasil. A diretoria santista também se posicionou contra a insinuação de favorecimento da arbitragem em prol do Peixe.
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O tumulto teve início nos corredores dos vestiários do Mangueirão logo após o apito final. Vídeos compartilhados em redes sociais mostram Neymar exaltado, trocando ofensas com integrantes do Remo. Em determinado momento, o atacante solta um “F—-se! Aqui é Santos, c—” e, em seguida, pula e canta “eliminado” em direção aos adversários.
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Mais cedo, o Remo havia publicado uma nota em que repudia de forma veemente as provocações de Neymar, classificando-as como comportamento que ultrapassa os limites do fair play e da ética desportiva. O clube paraense informou ainda que adotará todas as medidas cabíveis junto aos órgãos competentes para a apuração de eventual conduta antidesportiva, sem prejuízo de outras providências julgadas necessárias.
No mesmo comunicado, o Remo apontou o episódio como um flagrante desrespeito ao clube anfitrião, à sua torcida e aos protocolos mínimos de convivência esportiva, e qualificou a postura do camisa 10 do Santos como “descontrolada e incompatível com o comportamento esperado de um profissional de futebol”.
Além disso, o time paraense criticou a arbitragem comandada por Anderson Daronco, discordando da expulsão do zagueiro Marllon após revisão no VAR, e anunciou que irá formalizar uma representação junto à CBF para questionar as decisões tomadas durante a partida.
Na quarta-feira, Neymar voltou a provocar o presidente do Remo em uma publicação no Instagram: após ser chamado de “vagabundo” por Antônio Carlos Teixeira, o atacante postou uma foto em sua lancha com a legenda “vagabundiando”, intensificando o bate-boca entre as partes.
Por fim, a conduta de Neymar pode ser enquadrada no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de atitudes contrárias à disciplina e à ética esportiva. Se for penalizado, o camisa 10 corre o risco de cumprir suspensão de uma a seis partidas, conforme prevê o regulamento.






