
Operador de usina analisa amostra de etanol em instalação sucroenergética (Foto: Instagram)
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), saiu em defesa do candidato após críticas de oposicionistas e aliados do governo à declaração sobre etanol. Em nota à imprensa, Marinho afirmou que “Flávio Bolsonaro é um defensor do setor sucroenergético e dos biocombustíveis. Seu plano de governo propõe transformar o Brasil em potência de biocombustíveis, fortalecer e ampliar o RenovaBio para o exterior e aplicar a Lei do Combustível do Futuro, permitindo que o Brasil venda créditos de carbono ao mundo”.
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A defesa de Marinho acontece em meio à repercussão negativa da fala de Flávio, na última quinta-feira (20), quando o candidato afirmou que “a gasolina virou etanol” e criticou o aumento da mistura obrigatória do biocombustível na gasolina. Na ocasião, Flávio apontou que poderia rediscutir essa porcentagem caso seja eleito, o que provocou reação imediata do setor sucroenergético e de ex-ministros do governo Lula.
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Na mesma nota, Rogério Marinho destacou que o plano de governo de Flávio Bolsonaro inclui “formas eficientes e permanentes de incentivar o setor”. Entre as propostas estão a redução de impostos sobre o etanol hidratado, simplificação tributária para biocombustíveis e linhas de crédito específicas para inovação em biogás e hidrogênio verde.
Sobre a mistura de etanol na gasolina, o coordenador da campanha afirmou que a presença do biocombustível “deve ser tratada como política de Estado”. Segundo Marinho, essa política valoriza a produção agrícola nacional, melhora a qualidade do ar nas cidades, reduz a dependência de combustíveis importados e, consequentemente, fortalece a segurança energética do país. Ele criticou, indiretamente, o aumento do percentual obrigatório de etanol de 30% para 32%, aprovado em julho pelo Conselho Nacional de Política Energética em caráter emergencial diante da guerra no Oriente Médio e da alta nos preços do petróleo.
Por fim, Marinho reforçou que “Flávio Bolsonaro entende a relevância do setor de biocombustíveis para o desenvolvimento do País” e garantiu que o candidato seguirá medidas para consolidar o Brasil como referência mundial em energia limpa.






