
William Orbit em estúdio: adeus a um dos produtores mais influentes do pop (Foto: Instagram)
O músico e produtor britânico William Orbit, reconhecido por seus trabalhos com Madonna e Blur, faleceu aos 69 anos. Nesta sexta-feira (7), a família confirmou o falecimento em uma publicação no perfil oficial do artista no Instagram. Orbit, vencedor do Grammy em várias categorias, deixou uma marca duradoura na indústria da música.
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Segundo o comunicado familiar, ele morreu em sua residência no dia 23 de julho de 2026, sem que a causa da morte tenha sido divulgada. “É com profunda tristeza que a família e os amigos de William Orbit anunciam que ele faleceu em casa em 23 de julho de 2026”, informa o texto. O comunicado ainda solicita respeito à privacidade dos parentes e amigos durante o período de luto.
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Orbit ganhou destaque internacional ao coproduzir o álbum Ray of Light (1998) de Madonna, trabalho que lhe rendeu três prêmios Grammy: Melhor Álbum Pop, Melhor Gravação Dance e Melhor Canção para Mídia Visual por Beautiful Stranger. O disco marcou uma renovação sonora na carreira da cantora e firmou Orbit como um dos produtores mais influentes do pop. Ele também colaborou em outros projetos de Madonna, como Music (2000) e MDNA (2012).
Além da parceria com Madonna, William Orbit atuou em projetos de artistas renomados como o Blur, no álbum 13 (1999), e Beth Orton, em seu disco de estreia Superpinkymandy (1993). Ao longo da trajetória, contribuiu ainda com produções para U2, No Doubt, Britney Spears, Melanie C e All Saints, participando da evolução do som pop e alternativo das últimas décadas.
Nascido em Londres, Orbit descobriu o gravador do tio aos 14 anos e passou a explorar o universo musical. Aos 16, deixou a escola e começou a tocar guitarra em praças do Reino Unido e da Europa. Em 1980, fundou o grupo Torch Song e, pouco depois, criou o estúdio Guerilla Studios, onde trabalhou com diversos artistas antes de conquistar projeção internacional como produtor.
Como artista solo, William Orbit lançou trabalhos próprios e obteve sucesso no Reino Unido com a versão remix de Barber’s Adagio for Strings, por Ferry Corsten, e com Feel Good Time, parceria com P!nk para a trilha sonora de As Panteras Detonando (2003). Nos últimos anos, manteve-se ativo, lançando os álbuns The Painter (2022) e WFO (2024), que foram bem recebidos pela crítica e pelos fãs, evidenciando sua constante busca por inovação sonora.






