
Bandeira da China tremula ao vento (Foto: Instagram)
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, criticou nesta quarta-feira, 12, a declaração conjunta dos Estados Unidos e de outros países sobre testes de mísseis no Pacífico, realizada em 11 de setembro. Segundo ele, o documento teria sido “motivada exclusivamente por razões políticas” e exporia “a hipocrisia e os dois pesos e duas medidas” dessas nações ao questionarem o programa de mísseis chinês.
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O comunicado, que cita o Código de Conduta de Haia contra a Proliferação de Mísseis Balísticos, faz menção a um teste de lançamento de míssil realizado pela China. Na visão de Guo Jiakun, invocar esse pacto internacional para criticar Pequim é “um abuso de mecanismos multilaterais de controle de armas” e reflete interesses geopolíticos, não objetivos de segurança coletiva.
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Durante coletiva de imprensa, o porta-voz chinês instou os países signatários a abandonarem “o confronto irracional” e a promoverem “um diálogo sincero”, criando condições propícias para intercâmbios construtivos no âmbito do controle de armas. Segundo ele, apenas assim seria possível avançar em temas sensíveis sem alimentar tensões desnecessárias.
A nota em questão foi subscrita também por representantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Coreia do Sul, Austrália, Nova Zelândia, Filipinas e diversos pequenos territórios insulares no Pacífico. O texto convoca todas as nações relevantes a adotar mecanismos que garantam notificação prévia sobre lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs), lançados por submarinos (SLBMs) e veículos lançadores espaciais (SLVs).
Na declaração oficial, afirma-se que “as recentes atividades de testes de mísseis na região do Pacífico não seguiram as práticas padrão adotadas pela maioria dos Estados para notificar e evitar conflitos de trajetória”. O documento alerta ainda que realizar ensaios de projéteis balísticos com capacidade nuclear sem aviso detalhado é “perigoso, prejudica a paz e a segurança das nações vizinhas, eleva o risco de erros de cálculo e mina a estabilidade global”.
Em resposta, Guo Jiakun reafirmou que a China segue comprometida com a segurança internacional e defende a cooperação aberta em questões estratégicas. Ele insistiu que Pequim continuará a promover responsabilidade e transparência em seus programas de mísseis, mas sem se submeter a pressões políticas que possam, na avaliação chinesa, cercear sua soberania.






