Polícia Militar descarta ameaça de bomba após operação por suspeita nos arredores do STF

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Alerta de mochila suspeita mobiliza PM-DF no STF (Foto: Instagram)

Na noite de quinta-feira (01), três dias antes das eleições presidenciais, a Polícia Militar do Distrito Federal realizou uma operação de segurança para investigar uma suposta ameaça de bomba nas imediações do Supremo Tribunal Federal, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Após buscas e perícia no local, as autoridades descartaram qualquer possibilidade de artefato explosivo, encerrando a ação.

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Segundo nota oficial da corporação, por volta das 19h50, um homem de 28 anos foi visto arremessando uma mochila sobre um ponto de ônibus próximo ao prédio do STF. A atitude incomum despertou a suspeita de que o objeto pudesse conter explosivos, motivando o isolamento imediato da área para averiguação.

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Durante a abordagem, os policiais informaram que o suspeito ofereceu resistência e proferiu declarações de cunho reivindicatório. Não foram identificados elementos que indicassem tentativa de invasão às dependências do tribunal ou planejamento de atentado. A PM-DF destacou que agiu conforme os protocolos de segurança previstos para esse tipo de ocorrência.

O Esquadrão Antibombas foi acionado para realizar a perícia no material, mas, ao abrir a mochila, os agentes encontraram apenas objetos pessoais sem qualquer característica de explosivos. Com isso, o perímetro foi liberado, e o homem foi detido para prestar esclarecimentos sobre sua conduta e motivações, antes de ser encaminhado à delegacia.

Em comunicado, o STF ressaltou que o sistema de monitoramento identificou ainda a tentativa do indivíduo de pular as grades que cercam a Corte, fato que levou ao acionamento imediato da Polícia Militar e da Polícia Judicial. A nota explica que a Operação Petardo foi deflagrada como parte dos procedimentos padrão para averiguação de possível artefato.

O episódio traz à memória o atentado de novembro de 2024, quando o empresário Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, conhecido como “Tiü França”, se aproximou do STF equipado com fogos de artifício presos ao corpo e acionou o dispositivo, provocando sua própria morte. Antes da ação, ele publicou mensagens nas redes sociais com teor terrorista e críticas aos titulares dos Três Poderes.

Na ocasião, o veículo de Wanderley, carregado de explosivos, foi encontrado no estacionamento da Câmara dos Deputados, próximo a um anexo do parlamento. Em 2020, ele havia concorrido a uma vaga na Câmara de Rio do Sul (SC) pelo PL, recebendo apenas 98 votos. Em 2025, a Polícia Federal concluiu que agiu sozinho, motivado por extremismo político, sem participação ou financiamento de terceiros.