Pastor Pyero Tavolazzi gera polêmica ao afirmar: ‘Se você é pobre, você é doente’

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Pastor Pyero Tavolazzi chama pobreza de “doença espiritual e mental” e gera polêmica (Foto: Instagram)

No dia 13 de agosto de 2026, o pastor e mentor empresarial Pyero Tavolazzi, ligado à Igreja Lagoinha Alphaville, desencadeou forte reação nas redes sociais ao qualificar a pobreza como “uma doença espiritual e mental”. Em entrevista, ele sustentou que a condição financeira reflete diretamente a saúde da fé e da mente, responsabilizando o indivíduo por sua situação econômica e despertando críticas de internautas e estudiosos.

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Tavolazzi concedeu a declaração durante um bate-papo que voltou a circular esta semana em plataformas digitais. No trecho em destaque, o pastor relaciona a falta de recursos à forma como a pessoa enxerga a própria vida e sua relação com princípios religiosos. Para ele, compreender corretamente a Teologia da Prosperidade é fundamental para alcançar abundância material e espiritual.

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Segundo Tavolazzi, “se você é pobre, você é doente, porque é impossível você entender sobre o Reino e sobre o Rei e você continuar pobre”. Ele reforçou a ideia ao afirmar que “pobreza é sim uma doença espiritual, uma doença mental” e que as pessoas presas a essas crenças iniciam um ciclo de improdutividade e escassez.

O pastor, que também atua como empresário, sustentou que sua opinião se fundamenta na própria trajetória. Nascido em uma família de baixa renda, ele contou ter vivido dos primeiros anos de vida graças a doações. A partir dessa experiência, defende que transformar o ambiente e adotar uma mentalidade alinhada com a prosperidade podem romper as barreiras financeiras.

A fala de Tavolazzi suscitou reação de correntes cristãs que rejeitam a Teologia da Prosperidade e de estudiosos que alertam para o risco de atribuir a culpa da pobreza ao indivíduo. Para esses críticos, a afirmação desconsidera fatores sociais, estruturais e econômicos que mantêm muitos brasileiros em situação de vulnerabilidade.

A Teologia da Prosperidade, presente em certos segmentos evangélicos, associa fé, bênçãos divinas e prosperidade material, mas não é consenso entre as denominações cristãs. No caso de Tavolazzi, o episódio reacendeu o debate sobre os fronteiras dos discursos religiosos ao vincular diretamente condição financeira e saúde espiritual.