
Boeing 737 da WestJet sobrevoa o Canadá durante paralisação (Foto: Instagram)
Em 2 de agosto de 2026, a WestJet cancelou diversos voos em território canadense após a deflagração da greve dos seus comissários de bordo, grupo composto por 4.400 funcionários que exige aumentos salariais e compensações por trabalho extra não remunerado. A mobilização teve início após a rejeição, pelo sindicato, de uma proposta apresentada pela empresa, considerada insuficiente pelas partes. Com isso, a malha aérea doméstica e internacional da companhia sofreu interrupções, deixando centenas de passageiros sem embarque e provocando atrasos generalizados nas rotas afetadas.
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Apesar da retomada das negociações trabalhistas neste domingo (2), ainda não há consenso entre a WestJet e o sindicato dos comissários. O impasse, que se arrasta há semanas, levou ao cancelamento de um número expressivo de voos, embora a companhia não tenha divulgado a quantidade exata. Passageiros relatam dificuldade para remarcar passagens e, em alguns casos, precisam buscar alternativas de última hora. As conversas visam atender às demandas por salários mais compatíveis com as funções desempenhadas e garantir compensações justas pelo tempo de serviço.
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Como uma das principais aéreas do Canadá, a WestJet opera centenas de frequências semanais, conectando cidades de todas as províncias ao mercado internacional. A interrupção parcial dos serviços causa impactos diretos no turismo, no transporte de cargas e na economia local, que depende do fluxo contínuo de visitantes. Além disso, empresas que trabalham com eventos e serviços aeroportuários também registram prejuízos, enquanto aeroportos sentem redução no movimento de passageiros e, consequentemente, em suas receitas.
O sindicato aponta que as atuais condições de trabalho não compensam o desgaste físico e mental enfrentado pela equipe de cabine, especialmente em voos de longa distância. Entre as principais queixas estão as jornadas prolongadas sem horas extras pagas, a escassez de folgas adequadas e a falta de benefícios que reflitam a complexidade do cargo. Para os comissários, a greve surge como medida necessária para pressionar a empresa a reconhecer suas demandas.
Este movimento faz parte de uma tendência global no setor aéreo, em que tripulações de cabine e pilotos têm recorrido a greves para reivindicar melhores salários e mais segurança. Após a pandemia de Covid-19, o cenário ficou mais favorável a esse tipo de ação, já que muitos profissionais enfrentaram cortes salariais e revisões de contrato. A luta por equidade e respeito às condições de trabalho ressoa em diversos países, sinalizando uma mudança no equilíbrio entre empregadores e empregados.
Nos próximos dias, sindicalistas e representantes da WestJet devem intensificar as rodadas de negociação com o objetivo de chegar a um acordo que encerre a paralisação e permita a normalização dos voos o mais breve possível. Enquanto isso, passageiros impactados são aconselhados a acompanhar os canais oficiais da companhia para obter informações sobre remarcações, reembolsos e eventuais assistências. A expectativa é que, com avanços nas conversas, seja possível restabelecer a operação regular até o final da semana.





