
Bruno Diferente oficializa pré-candidatura a deputado estadual pelo PL no Pará (Foto: Instagram)
No dia 2 de abril, Bruno Pereira da Silva, mais conhecido como Bruno Diferente, filiou-se ao Partido Liberal (PL) e oficializou sua pré-candidatura a deputado estadual no Pará. A novidade, divulgada nas redes sociais, surpreendeu seguidores e gerou ampla repercussão em grupos de discussão política. O influenciador, que acumula milhares de inscritos, deixou clara a intenção de ampliar seu alcance público e migrar dos vídeos online para o Legislativo estadual.
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Bruno Diferente conquistou notoriedade ao unir em seus vídeos elementos cômicos a conteúdo adulto, o que lhe rendeu milhões de visualizações e dividiu opiniões. Inicialmente, produzia esquetes de humor que satirizavam o cotidiano; depois, passou a inserir cenas de teor sexual em suas postagens, elevando seu engajamento e firmando-se como uma figura controversa no universo digital. Sua base de fãs se espalha por grupos variados, do público mais jovem a espectadores de nichos específicos.
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Além da trajetória nas redes, Bruno já falou abertamente sobre sua condição de saúde. Portador da rara síndrome de Christ-Siemens-Touraine, uma doença genética que provoca alterações no crescimento dos pelos, na formação dos dentes e na textura da pele, ele detalha como o diagnóstico afetou seu desenvolvimento desde a infância. Segundo relatos, os desafios impostos pela síndrome exigem cuidados médicos constantes e podem interferir em atividades cotidianas, mas não impediram sua ascensão como influenciador.
Ao formalizar o ingresso na política, o influenciador agradeceu ao PL pela acolhida e ressaltou confiança no projeto. “Agradeço ao PL pelo espaço, pela confiança e credibilidade. Vamos para cima!”, declarou Bruno Diferente em vídeo de anúncio. Ele também comentou as reações diversas: enquanto recebeu elogios de apoiadores entusiasmados, enfrentou críticas de setores mais conservadores, que questionam a idoneidade de um nome atrelado ao entretenimento adulto na vida pública.
Bruno já esteve no centro de polêmicas. Em 2023, foi acusado por uma DJ de importunação sexual durante uma festa em São Paulo. Na ocasião, negou a acusação de assédio, alegando que qualquer ato foi consensual, embora tenha admitido ter dado um chute no carro da denunciante. O episódio retornou à tona após o anúncio da pré-candidatura, reacendendo debates sobre ética e moralidade de personalidades digitais em cargos eletivos.









