
Padre Mário Reis da Silveira em celebração na paróquia de Bonfim Paulista (foto ilustrativa). (Foto: Instagram)
Segundo reportagem de Lucas Badan em 14 de agosto de 2026, a Polícia Civil solicitou à Justiça, na semana passada, a prisão preventiva do padre Mário Reis da Silveira, que atuava em Ribeirão Preto (SP). Ele foi indiciado pelos crimes de estupro de vulnerável e importunação sexual contra coroinhas após apurações iniciais apontarem condutas incompatíveis com a missão sacerdotal. Em março, a Arquidiocese de Ribeirão Preto já havia decidido afastar o religioso de suas funções.
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Segundo o inquérito instaurado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Ribeirão Preto, denúncias descrevem que várias crianças e adolescentes que serviam como coroinhas na paróquia de Bonfim Paulista sofreram abordagens sexuais. Os relatos apontam toques tidos como inapropriados, tentativas de beijo e comentários que geraram desconforto durante ensaios de missas, encontros de catequese e até em dependências vinculadas à igreja.
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O procedimento investigatório corre há meses depois que familiares das vítimas apresentaram denúncias formais. Em depoimentos colhidos pela equipe policial, as supostas vítimas relataram episódios que remontam a até três anos atrás, indicando padrão de conduta recorrente. Além das oitivas, os agentes analisaram informações iniciais que embasaram o indiciamento do padre conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Como parte das diligências, a autoridade policial apreendeu o aparelho celular do padre Mário Reis. O telefone será submetido a perícia técnica para buscar mensagens, imagens e outros registros que possam comprovar a materialidade dos crimes e apontar a existência de eventuais novos casos ou testemunhas.
Em março, logo após as primeiras denúncias chegarem à arquidiocese local, a Igreja Católica determinou a suspensão imediata de todas as atividades do religioso, incluindo celebrações de missas, confissões e encontros pastorais. A medida, comunicada pelos líderes eclesiásticos, visava proteger a comunidade enquanto seguia a tramitação do inquérito.
Agora, caberá ao Judiciário avaliar se as provas apresentadas atendem aos requisitos para a decretação da prisão preventiva de Mário Reis da Silveira. Caso seja autorizado, ele ficará detido durante a fase de instrução. Se mantido em liberdade, poderá ficar sujeito a medidas cautelares alternativas, como proibição de contato com menores ou recolhimento domiciliar.






