
Ouro recua com incertezas nos mercados e tensões geopolíticas (Foto: Instagram)
O contrato mais líquido do ouro encerrou em queda nesta terça-feira (18), refletindo um cenário de incertezas no mercado financeiro. Os juros dos títulos públicos americanos e europeus permaneceram em níveis elevados, enquanto o preço do petróleo avançou diante de tensões geopolíticas. Além disso, as perspectivas de um acordo rápido para garantir a livre navegação no Estreito de Ormuz continuam distantes, pressionando as cotações do metal.
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Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro recuou 1,19%, terminando o pregão a US$ 4.420,6 por onça-troy. A prata com vencimento em setembro teve queda ainda mais acentuada, de 3,31%, fechando a US$ 64,037 por onça-troy, em meio a movimentos de lucro e ajustes de posições por parte dos investidores.
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O rendimento do bund alemão de 10 anos subiu a uma máxima de 15 anos, enquanto o gilt britânico de 30 anos atingiu seu maior patamar em três meses. No mesmo dia, o T-bond americano de 30 anos retornou ao nível observado em 2007. Já os juros dos Treasuries americanos perderam força ao longo da sessão, impactados por dados econômicos divulgados nos EUA e na véspera da publicação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed).
Sobre o conflito no Oriente Médio, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que não existem “conversas ou negociações” em curso — nem previstas — com o Irã. Segundo ele, o bloqueio naval à região permanece em pleno funcionamento, mas o Estreito de Ormuz continua “aberto e operando”. Trump chegou a compartilhar um mapa da área com a legenda “novo território americano”.
As expectativas para a trajetória das taxas de juros, refletidas nos contratos futuros de Fed Funds, registraram leve alta nos últimos dias, mas ainda estão bem abaixo dos níveis verificados no fim de julho, segundo análise do Commerzbank. O banco ressalta que o mercado pode duvidar da capacidade do Fed de elevar os juros o suficiente para conter a inflação ou se preocupar com riscos fiscais, como o aumento da dívida pública, fatores que, na visão da instituição, favorecem o ouro como ativo de proteção.






