Ouro encerra pregão em queda superior a 1% com alta do petróleo e dos juros dos Treasuries

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Barras de ouro empilhadas (Foto: Instagram)

O contrato mais negociado do ouro encerrou o pregão desta segunda-feira (31) em queda de 1,07%, refletindo a alta dos preços do petróleo e os comentários do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, na última semana. O avanço do petróleo reforçou as pressões inflacionárias, enquanto as falas de Warsh reforçaram a percepção de autoridade empenhada em conter o aumento dos preços. Com os rendimentos dos Treasuries em elevação, o metal, que não gera juros, sofreu maior pressão.

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Na Comex, divisão de metais da Nymex em Nova York, o ouro para dezembro recuou para US$ 4.481,5 por onça-troy, embora mantenha valorização de 10,68% em agosto. A prata, por sua vez, caiu 1,16% no vencimento de dezembro, para US$ 66,99 por onça-troy, mas acumula ganho de 15,78% no mês. Esses movimentos demonstram o apetite dos investidores por ativos ligados à inflação, mesmo diante de oscilações de curto prazo.

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“A proximidade de ataques dos EUA na região do Estreito de Ormuz acrescentou nova pressão negativa, à medida que o petróleo avançou e elevou as expectativas de inflação”, observa Kaynat Chainwala, analista da Kotak Neo. Segundo ela, o futuro do ouro continuará vinculado ao curso das taxas de juros definidas pelo Fed: um endurecimento mais intenso deverá aprofundar as quedas, enquanto a estabilização dos rendimentos dos títulos pode oferecer alívio aos preços do metal.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, comentou que o mercado de Treasuries tem superado pares internacionais e minimizou o impacto de eventuais programas de recompra de títulos na dinâmica das taxas. Bessent ressaltou que o atual movimento de alta nos rendimentos, embora refletido em um contexto global de juros soberanos em elevação, não sinaliza necessariamente uma deterioração específica dos títulos americanos.

Apesar do recuo desta sessão, o ouro continua a acumular ganhos relevantes no mês, sustentado pelas incertezas geopolíticas e pela expectativa de manutenções de taxas de juros em patamares elevados.

Com informações da Dow Jones Newswires