Ouro encerra em baixa e interrompe sequência de avanços após divulgação do PPI dos EUA

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Ouro recua em meio a dados moderados de inflação nos EUA (Foto: Instagram)

Na quinta-feira (13), o contrato mais líquido do ouro registrou fechamento em baixa, pondo fim a uma série de altas consecutivas. A queda surgiu após a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) nos Estados Unidos, que ficou aquém das expectativas de analistas, e ocorreu logo depois de o índice de preços ao consumidor (CPI) americano ter apresentado leitura dentro do previsto. Nesse cenário, cresce o entendimento de que o Federal Reserve (Fed) poderá adotar postura mais branda, o que tende a favorecer o metal amarelo no médio prazo.

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Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o contrato de ouro para dezembro recuou 1,05%, cotado a US$ 1.420,4 por onça-troy, enquanto a prata para setembro cedeu 1,08%, a US$ 24,993 por onça-troy. O PPI dos EUA permaneceu estável em julho na comparação com junho e avançou 4,7% no confronto anual, patamar inferior às previsões. Já o núcleo do índice, que exclui componentes voláteis como energia, registrou alta mensal abaixo do esperado e subiu em linha com as estimativas no acumulado de 12 meses.

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Para a corretora Swissquote, há fundamentos sólidos para acreditar no fortalecimento do apetite pelo ouro. Embora oscilações no dólar e nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano possam pressionar os preços no curto prazo — especialmente se as taxas subirem —, o horizonte de longo prazo segue atrativo, apoiado pelos esforços globais de desdolarização e pela busca de ativos considerados porto seguro.

O Sucden Financial compartilha visão semelhante, indicando que a tendência predominante ainda é de alta, mas o mercado demonstra maior sensibilidade após a forte valorização recente. Segundo a instituição, eventuais quedas devem encontrar suporte enquanto o dólar mantiver o índice DXY abaixo de 100 pontos. No entanto, para uma retomada mais consistente dos ganhos, será necessária uma queda mais expressiva nos rendimentos dos títulos de 10 anos dos EUA.

Diante desse cenário, investidores permanecem atentos aos dados de inflação americanos e ao posicionamento do Federal Reserve. Uma postura mais flexível do banco central dos EUA pode gerar novo impulso para o ouro, reforçando sua atratividade como proteção contra incertezas e volatilidade nos mercados globais.